O jogo, o lúdico e o concreto.

O JOGO, O LÚDICO E O CONCRETO.



Tenho conseguido, ao longo dos estudos na disciplina de Representação do Mundo pela Matemática , perceber que esta disciplina é mais fácil do que eu imaginava e que pode ser tão divertida quanto o Inglês ou qualquer outra, se soubermos utilizar de uma metodologia que encante, que faça pensar, que instigue, que desafie nosso aluno. 
O uso do concreto, para que a criança consiga construir o número, compreendê-lo é fundamental. Os jogos, o lúdico, a brincadeira pode ser uma grande aliada no intuito de formar novos aprendizes da Matemática prazerosa. 


Pensando neste afirmação acima, fui atrás de um material que já utilizei com alunos, quando responsável pelo laboratório de informática de minha escola. Num projeto onde auxiliava às professoras do currículo a encontrar alternativas para aprendizagem de conteúdos, através de objetos virtuais e trago o "Casa de Carne", as imagens mostram o passo a passo deste jogo, que os pequenos adoram:









O que o torna interessante é que traz alguns saberes práticos, como o reconhecimento dos nomes dos cortes de carne em relação ao animal e cálculos simples de quantidades em relação a preços.




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SUSTENTABILIDADE PARA ALÉM DA RECICLAGEM

SUSTENTABILIDADE PARA ALÉM DA RECICLAGEM




     O título da postagem talvez sugira que eu seja contra trabalhar a questão da reciclagem, então inicio esclarecendo que não sou, ao contrário, penso que é muito importante a  reciclagem, a separação do lixo, mas ela é uma questão cultural-educacional, afinal de que adianta trabalharmos na escola a importância da reciclagem, da separação do lixo se o poder público da cidade onde moro não dispõe de coleta seletiva ou de um espaço para os catadores trabalharem? Haverá algum resultado se em casa separarmos o lixo e ao chegar na lixeira da rua for tudo para o mesmo local? 
     Para além da reciclagem, significa buscar outras ações, junto ao poder público que permitam as pequenas ações que podemos instigar na escola. Devemos questionar, exigir, pressionar para que seja feito o papel dos gestores ambientais da cidade. 
     Outro questionamento importante a ser levantado quando falamos em sustentabilidade diz respeito aos condomínios que "grandes investidores" estão interessados em implantar aqui. Sabemos que o poder econômico prevalece aquém da real preocupação ambiental. Há que se mensurar se é sustentável ou não ao município e às nossas riquezas este tipo de empreendimento.
     O homem busca o desenvolvimento econômico e muitas vezes não mede os prejuízos ambientais que este desenvolvimento possa trazer a médio e longo prazo. Utiliza-se das ciências e tecnologias para prejudicar o próprio meio onde vive. Um exemplo recente foi a tragédia de Mariana, ocorrida em Minas Gerais. O rompimento de uma barragem, feita pelos homens, causou mortes e destruição ambiental, cujas proporções ainda estão sendo verificadas.
     É preciso compreender que a ciência e o desenvolvimento podem estar aliados à sustentabilidade, desde que saibamos tratar as questões coma criticidade necessária, não nos deixando cegar pelo poder econômico.



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Tempo e Espaço

Tempo e Espaço




Na disciplina de Representação do Mundo pelos Estudos Sociais, as questões que envolvem tempo e espaço estão em alta e uma reflexão veio após a leitura deste quadrinho e da charge:




A história acontece a todo momento, não é estanque, não pode estar atrelada apenas às questões do passado, é preciso situar nossos alunos em relação ao tempo e espaço, fazendo com que percebam que muita coisa já aconteceu e é importante que conheçam, mas acima de tudo que percebam o quanto aqueles acontecimentos influenciaram em nossa realidade atual.

Conforme Cooper "“O processo de investigação histórica envolve a compreensão de conceitos do tempo: a mensuração do tempo, continuidade e mudança, as causas e efeitos de eventos e de mudanças ao longo do tempo, semelhanças e diferenças entre períodos. Isso significa encontrar o passado a partir de fontes”.

Portanto, estabelecer relação e construir aprendizagens através de diferentes fontes é uma das alternativas para a aprendizagem significativa dos Estudos Sociais.

COOPER, Hilary. Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de 3 a 8 anos. Educar, Curitiba, v. Especial, p.171-190, 2006. Disponível em: <http://revistas.ufpr.br/educar/article/viewFile/5541/4055> Acesso em: 26/01/2017.



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Classificar e a sua relação com as disciplinas

Classificar e a sua relação com as disciplinas


Segundo o dicionário:




Durante os estudos desta semana a classificação apareceu em duas interdisciplinas, Ciências e Matemática, e até então, eu costumava associar à Matemática, sem nunca ter parado pra pensar que a classificação está presente diariamente e que fazê-la também é fazer Ciências.
Ás vezes, numa atividade como o exemplo abaixo, estamos classificando:


Ao trabalhar as cores, por exemplo, com as crianças pequenas pequenas, lá está ela:


Até no lazer ela aparece:


Conforme formos avançando em nossos estudos perceberemos sua importância e real necessidade para a compreensão das coisas:


Havíamos assistido o vídeo, sugerido pela professora sobre a invenção da tabela periódica e foi muito interessante. Logo depois eu descobri uma matéria, publicada aqui, mostrando uma nova tabela periódica, acessível às crianças, por mostrar o propósito de cada elemento químico, facilitando a relação para a criança.
Estou, aos poucos, me apaixonando pela área das exatas, "logo eu, amante das linguagens"...



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Descobrindo a Matemática!

Descobrindo a Matemática!


Ao retomar as leituras e produzir os trabalhos comecei a perceber que a Matemática estava mais presente em minhas aulas do que eu imaginava. Claro que eu sabia que ao ensinar os números em Inglês era Matemática, mas não sabia que ao utilizar o trabalho com os indiozinhos ou com os picolés eu estava também trabalhando conceitos de alfabetização Matemática. Conforme Lourenço, Baioche e Teixeira: 
                                                                      “A matemática está em nosso cotidiano e não                                           podemos negar, e ao alfabetizar matematicamente muitos educadores sentem-se inseguros”.
E penso que se trata disso, esta insegurança, naquele momento não permitiu que eu pudesse relacionar minha prática na Língua Inglesa com a Matemática. Agora, um pouco mais calma, consigo perceber que a utilizo frequentemente.
Eu costumo trabalhar os números em Inglês, mas detesto “decoreba”, então não os faço decorar, construímos juntos, trabalhando a relação entre o número e a quantidade, utilizando, em especial com os pequenos, o concreto como canudos, prendedores e até os dedos. Costumo associar à música do Indiozinho em Inglês e fazemos os fantoches dos dez indiozinhos e do barco, assim, eles cantam, aprendem Inglês e Matemática.
Cantamos e representamos a música também, usando os próprios alunos e assim extraio do texto:
“Para que o aluno aprenda matemática, ele precisa se sentir seguro diante de sua representação, precisa descobrir o caminho de uma relação menos angustiante, substituindo o caráter que o oprime na aprendizagem pela alegria da descoberta, para que juntos, aluno e professor, possam aprender, criar e recriar seus conhecimentos. ”



Um outro recurso que utilizo com meus pequenos é o jogo dos picolés, que trabalha as cores em Inglês e também a classificação, uma vez que eles precisam relacionar o cabo com a cor correspondente do picolé, conforme a foto (retirada da internet):


Fonte do texto lido:
ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS: O QUE É? COMO FAZER?Edvânia Mª da Silva Lourenço , Vivian Tammy Baiochi, Alessandra Carvalho Teixeira
Revista da Universidade Ibirapuera - - Universidade Ibirapuera São Paulo, v. 4, p. 32-39, jul/dez. 2012
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1713598/course/section/1269522/44.pdf

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Viver sem Tecnologias

Viver sem Tecnologias


A publicação de hoje, tem justamente a ver com minha ausência. Estive por meses sem computador e embora pareça um problema simples de resolver não é, principalmente se você morar numa cidade pequena e estiver sem dinheiro. Meu computador estragou e eu estava usando um emprestado, mas o dono o requisitou, aí começaram meus problemas. Como fazer as atividades de um curso EaD sem acesso a um computador? Comecei a perceber a dificuldade pela qual milhares de pessoas devem passar, porque, por mais que tenhamos telefones com tecnologia excelente, não se pode escrever textos longos ou ler usando os mesmos, não há olhos que aguentem. E aí vem a questão das Lan House (Local Area Network), bem, aqui só temos uma, com poucos computadores e cheia de adolescentes jogando. Conseguir um espaço, abrir seus sites pessoais nesses locais é muito complicado. Escola, em mudança de gestão está fechadas até decidirem a nova equipe gestora. Os cursos EaD são excelentes, mas é preciso pensar no suporte para que eles sejam realizados até o final.


Eu cheguei a pensar seriamente em desistir, mas como desistir de algo que se quer tanto? Eu sonho em me formar Pedagoga, em aprender mais e mais e assim melhorar a qualidade do meu trabalho e aí eu decidi que vou continuar, custe o que custar.








Finalmente consegui adquirir um novo computador e acabei percebendo o valor das tecnologias nos dias atuais, tente viver por um ou dois dias sem usar nenhuma tecnologia, sem cartão de banco, sem microondas, sem máquina de lavar, televisão, celular, computador, será que conseguiria? 
 Agora, tenho 36 atividades por fazer, tenho certeza de que vou conseguir, não me vejo como uma pessoa com grandes dificuldades, porém, meu maior inimigo será o tempo e este, com certeza eu vou superar.


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Rubem Alves e Pollyanna

RUBEM ALVES E POLLYANNA


Sou fã de Rubem Alves há muitos anos, simplesmente me identifico muito com sua maneira de ver a Educação e o nosso papel, enquanto professores. Estava com um de seus livros em minha cabeceira:


 No trabalho do Seminário Integrador fomos instigados a ler um de seus textos, que eu já conhecia e adoro, sobre o qual farei outra postagem, neste momento vou me ater ao autor. Retirei este trecho do livro acima:


Rubem Alves coloca a questão das ideias em várias de suas escritas, fala do valor daquilo que pensamos. Ao assistir o vídeo sugerido eu fiquei ainda mais encantada e retiro deste vídeo alguns pensamentos.
 

Rubem fala de sua infância, de sua paixão pela música, das humilhações na escola, de Deus e de sua imensa solidão e neste momento, automaticamente me veio à mente um outro livro que foi muito importante em minha infância:


 Pollyanna e seu jogo do contente me fizeram pensar, mudaram realmente a minha perspectiva de vida e como Rubem Alves percebi a importância de ver a vida com outro olhar, ressignificar as coisas.

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A Matemática Descomplicada é possível?

A MATEMÁTICA DESCOMPLICADA É POSSÍVEL?



Desde que me lembro de estar na escola, a Matemática sempre foi um monstro...




     Sempre fui a melhor aluna da sala, até da escola, mas ao chegar ao Ensino Médio o monstro surgiu e aí, tive problemas com ele em todas as séries, sendo a disciplina, que junto com a Física me deixava com notas sempre na média ou um pouco abaixo. 
     Resolvi fazer pedagogia, sabendo que teria de lidar com este monstro. Sei que existem recursos que nos auxiliam a aprender Matemática de forma divertida, contextualizada, prática, diferentemente de como eu aprendi e é isso que tem me motivado a continuar. Vou vencer este monstro! Tenho excelentes professores e fontes de pesquisa à minha disposição, isso já faz uma grande diferença em relação aos tempos da minha juventude.
     Eis que pesquisando, lendo e buscando encontrei o livro Matemática Divertida e Curiosa de Malba Tahan adorei e salvei já em meus arquivos. Encontrei também o canal do YouTube Isto é Matemática. Há inúmeros canais de Matemática disponíveis no YouTube. O site A magia da matemática também traz boas dicas. O que eu quero dizer com isso é que é possível lidar com nossos monstros através da pesquisa. Não sei o que reserva a disciplina, mas tenho a certeza da minha disposição de enfrentá-la.

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Somos consequência do meio em que vivemos?

Somos consequência do meio em que vivemos?

 

     Fiquei pensando nesta colocação durante a aula de  Representação do Mundo pelos Estudos Sociais e durante muitos anos eu pensava que não, que nosso meio não define quem somos, que cabe a nós escolhermos, mas depois de 17 anos em sala de aula essas certezas já me são falhas. Eu acreditava que diante do meio em que vivemos poderíamos fazer escolhas do tipo "quero isso para mim?", "vou ser igual ou diferente disso?", porque comigo foi assim, fiz minhas escolhas, não reproduzi o meio em que vivi em relação às coisas negativas.
     Mas nem todos conseguem isso, hoje percebo que sim, algumas pessoas são produto exclusivo do meio em que vivem, afinal como podem ser afetuosas se não conheceram afeto? Como podem ser honestas se vivem em meio à corrupção e violência?
     Enfrento diariamente situações em que a justificativa da influência do meio é utilizada e talvez seja este o ponto, o que incomoda aos professores. É difícil aceitar a afirmação de que somos produtos do meio em que vivemos, mas é mais difícil ainda não saber o que fazer para modificar isto.

     Não tenho a resposta para esta angústia e meu objetivo com esta postagem é justamente partilhar desse sentimento e esperar que ao longo do curso tenhamos algumas alternativas para lidar com esta situação.

 
 

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Vai ter aula normal?


Vai ter aula normal? 

 

     Às vezes me pego pensando nesta pergunta e percebo que aulas "normais" realmente não fazem muito o meu estilo. Ainda não fiz o Batman, mas já fiz muitos personagens e nesta semana trabalhando com uma princesa muito louca, mas que funciona percebi a importância do professor pesquisador, tão enfatizado durante as aulas, e ser pesquisador não significa só pesquisar no sentido teórico acadêmico, mas também a pesquisa que busca novas alternativas para ensinar, outras formas de colocar aos alunos possibilidades de "asas", como nosso querido Rubem Alves tão bem colocava em relação às escolas. 
     Gosto de pesquisar, nunca utilizei um planejamento igual de um ano para outro, ainda que trabalhando com as mesmas turmas, coloco fora para não correr o risco de repetir e aí me vejo "obrigada" a pesquisar, a buscar e o novo surge e assim as aulas são mais produtivas, permitem os pássaros fora da gaiola.





“O tempo que você gosta de perder não é tempo perdido" 
Bertrand Russell

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