Arrumando minhas coisas para a chegada do novo bebê encontrei um caderno de redação, de 1988 (27 anos???), quando eu estava na terceira série primária, onde coloco o que vim fazer no mundo... adorei reler e ver que muito daquela menina inocente permanece... Sim, vim para mudar o mundo, sim, só depende de mim e olha só, meu sonho... tornou-se realidade...
Mecanismos de Defesa
Muito interessante o estudo que estamos fazendo em Psicologia sobre os Mecanismos de Defesa do Ego... Ao ler o material disponibilizado pela professora e os casos citados como exemplo pelas colegas fica mais fácil compreender a mente humana, entender que todos nós estamos constantemente utilizando vários mecanismos nas relações que estabelecemos com o outro.
Também fica mais fácil "olhar" nossos alunos e suas famílias, ao ter este conhecimento sobre o mecanismos de defesa consegui entender algumas atitudes, que até então eu julgava propositais. Mais uma vez fica, para mim, comprovado que o conhecimento muda as pessoas...
O vídeo abaixo é um exemplo lúdico dos constantes conflitos que enfrentamos diariamente...
Concluo que, precisamos enquanto profissionais da Educação, estarmos cada vez mais atentos, não cobrir os olhos e os ouvidos, falar o necessário e mudar o nosso OLHAR sobre as pessoas sempre...
Arroio do Sal, RS, Brasil
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Fundamentos da Alfabetização
Infelizmente, por questões de saúde, associada à minha gravidez não pude comparecer à primeira presencial desta disciplina e lamentei profundamente, mas tão logo me restabeleci, busquei a atividade a ser feita e gostei muito da reflexão acerca dos três questionamentos que nos foram dados, por este motivo os reproduzo neste espaço:
1- Como você foi alfabetizada?
Acredito que minha alfabetização começou em casa, com meu pai que era um leitor e nos incentivava muito, lembro-me dele lendo a revista “Seleções” e o jornal “A folha de São Paulo”, curiosa que sempre fui tentava ler, aos poucos ele foi me ensinando a juntar letras, logo depois fui pra escola de freiras e éramos muito cobrados, lembro de quando recebi o diploma de “alfabetizada”, quando tínhamos prova de leitura com a madre diretora, do lado de fora da sala de aula, era um momento tenso e neste dia eu tirei 10, li com fluência e recebi os parabéns na escola e em casa.
2- Como você se ''vê'' como alfabetizadora?
Consigo me enxergar como uma boa alfabetizadora, mesmo ainda não sendo, porque eu acredito na magia das letras, acredito no poder libertador da alfabetização como elemento de mudança e transformação social, consigo perceber a alfabetização como um momento único, marcante e especial na vida de qualquer pessoa, tenha ela seis ou sessenta anos. Sei da responsabilidade que o mediador da alfabetização tem e penso que estou preparada para este desafio. Ao mesmo tempo, tenho muito medo, de não conseguir compreender este processo tão mágico e ao mesmo tempo tão complexo, enfim, penso que devo estudar e me dedicar muito a esta disciplina, para que assim possa de fato me ver como alfabetizadora.
3- Que questões inquietam você com relação a alfabetização?
O que me inquieta é forma como vem sendo encarada a alfabetização e as mudanças que estão ocorrendo em relação à mesma, em todos os níveis. O Pacto Nacional da Alfabetização na Idade Certa é um exemplo de uma inquietação que surgiu na construção da Conae 2010. Perceber que temos que rever a construção deste processo foi o que instituiu o pacto, afinal ou as crianças iam passando as séries ou anos, sem estar de fato alfabetizadas ou eram alfabetizadas precocemente, pulando etapas anteriores fundamentais ao processo como um todo. A alfabetização até o terceiro ano do ensino fundamental prevê, por exemplo, o respeito a individualidade dos alunos, cada ser é único e cada criança tem seu tempo, algumas aprendem antes, outras depois, lidar com toda esta diversidade é um dos desafios que me inquietam.
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Análise de "A maquinaria escolar"
Ao fazer a leitura de "A maquinaria escolar" percebemos que:
A escola pública, gratuita e sua função social às classes populares, bem como sua obrigatoriedade às mesmas é algo recente.
Alguns fatores contribuíram para a criação desta escola, como a criação do estatuto da infância, a necessidade de um espaço físico para educar um número de crianças, o aparecimento de “especialistas” prontos para lidar com estas crianças, o fim de outros métodos educativos e por fim a institucionalização, que veio através das sanções de leis que tornava obrigatória a participação das crianças nestes ambientes.
Já vimos na disciplina de “Infância dos 0 aos 10 anos” que a própria infância é fruto de uma construção social. Todas estas transformações advêm da Igreja do Renascimento que queria dominar as mudanças, evitando assim a perda do seu poder, e mais, ampliando este poder, de modo a não perder o controle sobre a sociedade, tudo isso ao mesmo tempo em que as mudanças religiosas e de organização nesta instituição ocorriam. Sob o efeito de diversas transformações históricas e sociais surge a Instituição “escola”.
O uso do termo “imobilizar no espaço” as crianças de 6 até 16 anos, nos faz refletir e de certa forma nos assusta um pouco. Principalmente por pertencermos a uma classe que não é vista como massa de manobra e sim como instrumentalizadora de transformações sociais significativas. Perceber a origem da escola como um ambiente com intuito de recolher e moralizar as crianças das classes sociais populares acaba por desconstruir conceitos que nos acompanham há anos.
Sabemos que só conseguiremos modificar o rumo das coisas conhecendo nossa própria história e a análise deste texto nos mostra isto, para mudar esta escola, instituída há décadas, com objetivos escusos que visavam à manutenção do poder a poucos é preciso observar e reescrever esta história, alterando a escola que conhecemos para a escola que queremos. Há um vídeo que ilustra parte do que é colocado no livro “A maquinaria escolar”, e este vídeo que compara escolas com fábricas no faz compreender pouco mais sobre estas questões históricas.
Como educadoras que somos e estamos nos formando continuamente devemos ter em mente que a submissão das massas está diretamente relacionada à falta de conscientização de sua condição de explorados e nós devemos lutar por uma escola de fato igualitária, no sentido de ser justa e de qualidade para todos e todas e ao mesmo tempo, que respeite a diversidade e a individualidade cada um. Somente pensando assim conseguiremos iniciar a busca pela escola que queremos..
Outro subsidio interessante para esta análise é o vídeo "Escola como fábrica" que segue abaixo:
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Tonucci... figura que vai aparecer muito no meu blog...
Eu adoro Tonucci... conheci seu trabalho há alguns anos e aprendi o quanto as imagens podem dizer muito...
Ao escolher esta imagem para a postagem, a princípio não havia feito nenhuma relação direta com o que havíamos estudado até então. Pois hoje (28/09), ao ler "A Maquinaria Escolar", percebi que esta imagem representaria muito bem a ideia da construção da instituição escolar e muito do que prevalece ainda hoje. Basta olhar atentamente a imagem para perceber que a criança entra nesta instituição de um jeito, mas seus desejos são colocados de lado, e ela é moldada visando um objetivo, que ao longo dos anos sofreu poucas alterações, permanecendo como maior deles a manutenção do poder nas mãos de poucos.
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A reinvenção da Infância
Hoje, nossa primeira aula na disciplina de "Infâncias dos 0 aos 10 anos", com a professora Samantha Dias de Lima foi muito interessante, principalmente porque nos desacomodou, nos instigou imediatamente a rever conceitos que nos acompanham há anos.
Logo no início da aula, nos primeiros slides me veio à memória o documentário "A invenção da Infância", que assisti pela primeira vez em meados de 2003. Resolvi revê-lo e a partir dele, com as construções da aula de hoje tentar reinventar o conceito de Infância. Gostei do trecho da sinopse que diz " Ser criança não significa ter infância"... a partir desta frase vou colocar minha opinião sobre o assunto e tentar conceituar a Infância.
Ao assistir o documentário podemos ver que realmente a infância, como nos disse a professora Samantha depende muito do contexto social dos adultos, que acaba por respingar nas crianças. Falamos em aula sobre as crianças de tempos atrás, que tinham respeito à hierarquia, estrutura familiar, disciplina, eram criativas nas brincadeiras, mas se observarmos o contexto social de muitas crianças que são obrigadas a trabalhar, elas respeitam seus pais, tanto é que trabalham a "mando" deles, brincam com os recursos que tem, são criativas...Mas seu tempo de infância é curto, limitado. Há as crianças do contexto social "privilegiado" que não precisam ajudar no sustento da família, mas que estão sufocadas por tantas opções, balé, inglês, natação, computador, celular, Iphone, etc. Este desequilíbrio pedagógico existe, quando não compreendemos que a infância é um fenômeno social, coletivo e cultural de determinada sociedade e a criança é o sujeito individual, portanto ser criança não significa ter infância.
Durante três anos estive, com uma equipe maravilhosa à frente de um projeto chamado "Educação Cidadã", em meu município e ao ouvir a professora falar em Infância Cidadã automaticamente remeti meus pensamentos ao que também acredito, que as crianças devem ter acesso aos direitos, usufruindo deles com liberdade e igualdade e também com responsabilidade, sendo assim, de fato, produtores de cultura.
Para isso, devemos compreender que mudaram as formas como a criança experimenta e se apresenta e assim, repensar nossa prática. Fiquei com o questionamento que nos foi dado: "Em que momento as crianças participam?". Espero ter uma resposta em breve, porque dentro da minha prática penso que elas poderiam participar mais, me senti motivada a encontrar esta resposta, a ser postada logo.
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Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica
Na primeira aula desta disciplina, muita coisa chamou minha atenção. A questão histórica da Educação:
Religiosa X Laica
Pública X Privada
Rural X Urbana
Ens. Técnico X Ens. Superior
E todas estas, de alguma forma levando à exclusão. O fato de que a escola acabou por deslegitimar outras formas de socialização, trazendo para si toda a responsabilidade do ser social. Além disso, outra coisa que destaco são os aspectos da boa formação:
- Reflexão;
- Teoria não vazia;
- Sujeitos do conhecimento;
- Não transferir conhecimentos;
- Saberes qualitativos;
- Pesquisa, criticidade, ética, estética, identidade, reconhecimento.
Logo depois entramos na questão da memória, no resgate dos "porquês", na busca dos motivos que nos levaram a sermos educadores. Eu colocaria como resposta o misto do dom, com vocação, desafio, comprometimento, algo intrínseco, o acreditar num mundo melhor através da educação. Ser professora para mim, foi uma escolha e uma descoberta.
Já em casa, no final de semana assisti a um filme que me lembrou a aula "Para sempre Alice", cujo trailer disponibilizo abaixo:
Este filme me fez refletir muito sobre a questão da memória, o que somos sem nossas memórias, enfim, percebi que devemos valorizar as aprendizagens diárias, os momentos, as escolhas, aquilo que realmente tem importância para nós.
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Retomando leituras
Neste final de semana resolvi retomar leituras que considero importantes para qualquer educador comprometido com sua prática e obviamente iniciei por "Pedagogia do Oprimido" e "Pedagogia da Indignação", ambos do mestre Paulo Freire. Felizmente nesta longa caminhada de 17 anos em Educação posso afirmar que sou freiriana, acredito que a palavra ajuda o homem a tornar-se homem e que alfabetizar é ensinar o uso da palavra, gosto muito da colocação de Freire ao dizer " Não basta saber ler que 'Eva viu a uva'. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho" Freire em Educação na Cidade.
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Nós não aprendemos...
Postado por
Lu Happeck
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reflexão
Seria, para mim, impossível não trazer esta charge, este assunto em minhas reflexões... Nesta semana todos nós nos chocamos com a imagem da criança, refugiada da Síria, morta, após uma tentativa desesperada de seus pais de que ela tivesse liberdade e vida digna. Claro, como milhões de pessoas pelo mundo, fiquei chocada, mas e depois? O que eu fiz? Quando vi esta charge imediatamente lembrei da criança de Hiroshima e da criança da África, vítimas de todos nós. Os fotógrafos ganharam a foto do ano, mas carregam consigo um peso dividido entre milhares de pessoas, o que fizemos para mudar isso?
A resposta é pessimista; nada ou muito pouco. E busquei, em meu interior, soluções, lamentavelmente, eu, que sempre tenho respostas para tudo emudeci... Mas não costumo ser espectadora da vida e usei de meu maior impulso diante dos obstáculos; minha Indignação e resolvi que, o que posso fazer é a partir daquilo que acredito mudar as pessoas, para que elas ajudem a mudar o mundo, resolvi que vou levar esta charge para as aulas, refletir com meus alunos, fazer com que pensem em soluções, ou, que ao menos valorizem a vida e a liberdade.
Continuo buscando respostas e infelizmente, concluo que "nós AINDA não aprendemos", mas não posso como educadora deixar de acreditar que seja possível aprender...
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