Tempo amigo, seja legal... uma reflexão sobre a busca do tempo

Tempo amigo, seja legal... uma reflexão sobre a busca do tempo





           É um assunto complexo, refletir sobre o tempo, algo que não é palpável, e tentar discorrer sobre este num final de trimestre escolar, em meio a 150 avaliações descritivas para fazer, 150 notas para fechar, uma gravidez entrando no segundo trimestre, uma família e uma nova faculdade torna a tarefa ainda mais desafiadora. 

    Ainda hoje, ao irmos para Imbé, eu e outras colegas refletíamos sobre o tempo e uma delas me questionava como eu dava conta de tantas coisas, se eu não dormia. Rimos e eu disse algo que aprendi com uma grande mestra "quanto menos tempo temos, mais tempo arrumamos" e isso é algo comprovado em minha vida.

     Chegamos atrasadas na aula e o professor Credine nos deu uma folha para organizarmos nosso tempo:






     Não foi difícil organizá-la dentro do que eu já faço, pois eu dizia que uma das questões que tento fazer é dividir meu dia. Ocorre que ao final da folha resolvi conferir, não se havia disposto as 20 horas do curso, mas contar quantas horas eu havia dedicado à minha família. O resultado foi menos do que o tempo trabalhado e fiquei muito triste. Vim para casa refletindo, com saudades do meu filho que fico dois dias sem ver e pensando se irei dar conta de tanta coisa. 

     Por outro lado, concluí que infelizmente não podemos apenas ter horas de lazer com quem amamos, os esforços são necessários e imediatamente me veio à mente a música da banda Pato Fu, "Sobre o tempo". Eu, definitivamente espero que o tempo continue sendo legal, amigo, visto que talvez eu tenha menos horas com a família, mas as horas que tenho procuro fazer com que sejam de qualidade. 

     Quanto ao receio de conseguir cumprir todas as tarefas listadas, eu conto com minha fé na crença de que nada é por acaso e que tudo que aparece em nossa vida tem uma razão, portanto, era para eu estar exatamente onde e na condição em que estou. Cabe apenas a mim organizar, desorganizar e reorganizar meu tempo, da melhor maneira possível, desde que eu continue me sentindo feliz e realizada em todos os aspectos de minha vida e que eu apenas me veja ganhando tempo e vida, jamais perdendo algo.



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Para auxiliar as colegas

     

     Segue aqui o link para o tutorial de criação e blogs das colegas. No menu da direita também linkei os blogs já prontos.Espero ter contribuído.

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Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia I

           No último dia 25 tivemos nossa primeira aula de Psicologia, com a professora Tânia Beatriz Iwaszko Marques. Sou admiradora desta área, então estava ansiosa, minha ansiedade transformou-se em conhecimento, simplesmente adorei a aula. Já havia estudado Psicologia no curso de Letras, mas confesso que neste momento me sinto mais preparada e atenta às aprendizagens.

            Compreender a origem da Psicanálise, perceber que alguns mecanismos de defesa são saudáveis e necessários em alguns momentos foi enriquecedor. A técnica da "teoria de inversão" colocada pela professora para lidar com a negação de alguns pais foi extremamente valiosa na minha prática diária e já dividi isto na escola onde atuo. 

           Acredito na fundamentação teórica e costumo buscar os livros ou artigos que são indicados pelos professores. No caso desta aula a indicação do livro  O primeiro ano de vida de Rene Spitz foi válida e está na minha lista de futuras aquisições. O melhor achado foi o livro UM AMOR CONQUISTADO: O MITO DO AMOR MATERNO de Elisabeth Badinter que encontrei em PDF, já baixei e iniciei a leitura, como disse nossa professora é um livro forte, que nos faz pensar. 

           Diante de tantos exemplos, vivências das colegas, construímos muitos conhecimentos, mas eu destacaria a questão do limite da repressão e das citações de Freud: "A repressão gera neurose (...) Sem repressão não existe civilização", ou seja, há que se encontrar o equilíbrio, não se reprime além da capacidade de suportar que o sujeito tem, seja ele uma criança ou um adulto. Ressaltaria também a complexidade da construção do "não" pelas crianças, isso me fez pensar muito em erros cometidos enquanto educadora, por 17 anos... Rever os conceitos de id, ego e superego foi de grande valia, para compreender algumas situações vivenciais. E, por fim, destacaria aquilo que tanto busco, a "autonomia", o respeito mútuo, o termo que na origem grega tem significados associados à liberdade e independência e ao ouvir mais sobre isso me fez acreditar que um outro mundo é possível e ele só existirá através da educação cidadã. 

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Primeiras Impressões


Primeiras Impressões


   Meu primeiro dia de UFRGS foi um misto de sentimentos, pensamentos, visões... Ao mesmo tempo em que me senti emocionada, afinal era um sonho de 17 anos ser aluna da melhor Universidade do RS, fui tomada de um assombro, um receio típico ao desconhecido. Como será? Eu darei conta? Será que deveria estar aqui? Durante as apresentações das colegas fui me acalmando e reorganizando os pensamentos, percebi que haviam histórias diversas, afinidades, enfim, todos que lá estávamos nos unimos nos questionamentos e percepções da primeira aula. Compreendi que mais uma vez a vida sempre se encarrega das respostas e as minhas virão somente ao final do curso e para encontrá-las terei de chegar até lá, então, o jeito é abrir a mente a novos conhecimentos!

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