Exposição de Fotos

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BNCC - BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM - QUAIS OS ENTRAVES?

BNCC - BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM - QUAIS OS ENTRAVES?

A Base Nacional Curricular Comum ou BNCC ainda é algo novo, e até mesmo desconhecido por muitos educadores. Começou como uma ideia excelente, diminuir as distâncias entre os currículos ao longo do nosso território, porém respeitando as características e marcas culturais de cada lugar.
Infelizmente, no meio do caminho, em meio à construção da base houve uma mudança de governo de forma abrupta e antidemocrática e aí começaram os problemas. O que antes era para ter a participação efetiva de todos os envolvidos no processo educacional passou a ser discutido entre poucas pessoas.  
Tive a oportunidade de ouvir a fala de uma das três únicas conselheiras nacionais de educação que votaram contra esta forma imposta de base, Malvina Tuttmann, que foi esclarecedora sob o ponto de vista pedagógico dos problemas da base. 
Na minha opinião a base mesmo aprovada não será praticada, pois na Educação e nos tempos atuais o que vem de cima para baixo dificilmente vigora. 



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As aprendizagens que as trocas entre Conselheiros trazem

As aprendizagens que as trocas entre Conselheiros trazem


Explanação sobre a participação da Conselheira Lucinéia Happeck no Encontro Estadual da UNCME (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação) realizado nos dias 20 e 21 de Novembro em São Leopoldo:

Os dois dias de encontro foram bastante produtivos, esclarecedores e compartilho com as demais conselheiras e colegas professores, aos quais represento no CME, os apontamentos que fiz, claro que contêm minha reflexão pessoal.

Cito a Coordenadora Estadual Fabiane Bitello durante suas colocações “Quando tiramos a autonomia de uma escola, calamos um país”. Refere-se a várias situações que estão, neste momento histórico do nosso país, apontando justamente para nosso chão, a escola. O MEC já anunciou cortes para o custeio de metas do Plano Nacional de Educação (PNE), o que faz com que os municípios tenham que arcar sozinhos, isso, por sua vez é praticamente impossível e desta forma, as metas não serão cumpridas. Citou o Decreto de Contingenciamento, que nada mais é do que o detalhamento dos cortes feitos pelo Governo Federal.

A fala do professor André Lemes, secretário de Educação de Rio Grande e Presidente da UNDIME (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) - RS, foi corroborativa em relação ao parágrafo anterior e trouxe outro ponto importante sobre o qual devemos nos preparar, as tentativas de criminalização da profissão do professor, que se dá, por exemplo, através de proposições como às relacionadas com a “Lei da Mordaça”. Utilizou comparativos, uma vez que nunca viu legisladores querendo condenar advogados que defendem o indefensável, ou engenheiros que constroem prédios públicos e esquecem da calçada acessível. Trouxe um dado importante, de que o presidente Temer cortou 98% dos investimentos em Assistência Social, perguntando então, que país teremos em dez anos? O avanço do ódio, do preconceito e da intolerância é assustador, a submissão a que  o Brasil está se enquadrando é séria e que neste momento é tempo de RESISTÊNCIA, resistência persistente para que esta se transforme em MOBILIZAÇÃO. Colocou uma frase contundente “Ninguém vai calar o direito de exercer a profissão que escolhemos”.  A democracia deve ser vista como elemento fundante das relações sociais mais fraternas.

A primeira mesa trouxe a temática da Garantia do Direito à Educação: Monitorando o PNE. Com representações do Conselho Nacional de Educação, Universidade Federal do RS, UNDIME, Conselho Estadual de Educação, Coordenação da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, esta mesa foi esclarecedora, contundente e provocativa. Precisamos compreender o momento que estamos vivendo, tendo clareza sobre a movimentação do capital internacional em diversos setores e em especial na Educação. A distribuição da renda está cada vez mais próxima de dados de um passado não muito distante, herança da tradição escravocrata e de um estado patrimonial, mais uma vez ressalto a importância da luta pela democracia, pois professores calados comprometem o futuro.

Tivemos a colocação sobre a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que neste momento se encontra no CNE, e que, se aprovada como está terá impacto sobre a formação de professores, avaliação e gestão. Sabemos que as pessoas têm diferentes visões, de emancipação, de controle, se a base for aprovada num formato “apolítico” teremos sérias dificuldades, pois a autonomia dos professores, por exemplo, será reduzida de forma significativa. Base é o início e não o fim do processo. O resgate histórico social antes da BMCC é necessário. Pós LDBEN tivemos os parâmetros curriculares nacionais elaborados pelo CNe sem caráter obrigatório, depois tivemos as diretrizes curriculares que iluminam, mas não aprisionam em relação à unidade na diversidade. E temos um questionamento, as diretrizes já chegaram às escolas? Elas fazem parte do PPP? Dos currículos? A BNCC não é currículo, os currículos deveriam ser elaborados pela escola, baseado no PPP da escola. Então, as diretrizes deveriam estar na base. A BNCC como está apresentada afeta princípios básicos da Educação já constituídos, caberá ao CME fazer a normatização da Base.

O Estado tem o dever de garantir a Educação, e a criação de um Sistema Nacional de Educação seria uma alternativa para a garantia das políticas públicas, mas como concretizar isso sem dinheiro? O PNE é orgânico, uma coisa depende da outra e a meta 20 é a que vai viabilizar as outras. O CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial) também é um instrumento importante de aporte de recursos para investimento e ele traduz em valores o quanto o Brasil precisa investir por aluno ao ano, em cada etapa e modalidade da educação básica pública, para garantir, ao menos, um padrão mínimo de qualidade do ensino. Já o Fundeb (Fundo da Educação Básica) ficou fora da Emenda Constitucional nº 95, ou seja, não há um teto para a completamentação, o que permitiria, através do “novo” Fundeb a implementação do CAQi, assim a União entraria com mais 50% do montante do Fundeb. A PEC (Proposta de Emenda Constitucional)15/2015 vai regulamentar o FUNDEB, precisamos nos apropriar acerca deste assunto

Sobre os índices (Enem, IDEB, etc) o que se percebe ao longo da realização destes é que não necessariamente refletem a questão da qualidade, pois muitas vezes temos alunos mecanicamente prontos, mas sem a aprendizagem efetiva e significativa. Os bons resultados deveriam ser consequência e não causa da educação de qualidade, o que se busca hoje, infelizmente são bons índices, e não aprendizagem.

O regime de colaboração entre os entes, depende de modo geral de vontade política para sua discussão e efetivação.

Refletindo sobre o papel do CME temos:




A retomada das funções do conselho é fundamental em alguns momentos, são as paradas necessárias para percebermos nosso papel. O CME só é normativo se for Sistema, tem o caráter propositivo, ou seja, propor soluções para o município, em seu aspecto consultivo pode tanto ser consultado, como consultar, solicitando esclarecimentos. Precisa deliberar, ou seja, tomar posicionamento, fiscalizar a Educação NO município e não DO município. Por fim, mas não menos importante é papel do CME mobilizar e temos logo em 2018 um grande desafio, a Conferência Nacional de Educação. O que estamos vendo é uma falta de iniciativa dos governos em realizar as etapas municipal e estadual e cabe ao CME fomentar através de sua participação no Fórum Municipal de Educação. É tarefa do Fórum, por exemplo, a realização de uma Conferência.

O CME só se fundamenta como órgão representativo se a intencionalidade entre seus membros é a mesma, ou seja, se os objetivos são comuns. Fatores como coerência, unidade, organização e articulação tornam o CME dinâmico. A primeira e mais importante função do conselho é zelar pela aprendizagem do aluno.

Destacou-se como elemento que possibilitaria o funcionamento efetivo do Sistema a criação de um Fundo Municipal, como política de financiamento público na Educação pública.

Apresentou-se também, no encontro uma proposta de Fórum Ampliado dos Conselhos e algumas falas sobre PPP e Regimento abrilhantaram a discussão.

É importante, enquanto conselheiras e educadoras que possamos de fato conhecer o sentido dos conceitos sobre sexo, sexualidade e gênero, pois somente assim estaremos preparadas para promover e participar de discussões sobre o tema, que certamente virão e sobre as quais o conselho deverá se posicionar.


É preciso trabalhar a questão da intolerância, do retrocesso, não podemos perder de vista a luta pela garantia dos direitos a todos e a cada um. Não devemos perder a interlocução, a capacidade de dialogar, de discutir ideias e argumentar. Que nada nos diferencie para nos distanciar, que as diferenças nos aproximem e permitam lutar por um país melhor. Temos de olhar para o território e não apenas a rede enquanto espaço de pertencimento.

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QUANDO A VIOLÊNCIA SE APROXIMA

QUANDO A VIOLÊNCIA SE APROXIMA




Sempre fui defensora dos direitos humanos, acredito nas pessoas, mas infelizmente, a violência chegou até minha casa. Não necessariamente em minha porta. Meu esposo trabalha em uma empresa de segurança e eis que pegou uma pessoa furtando uma residência, fez os procedimentos necessários e a pessoa foi presa e logo em seguida posta em liberdade. Parentes desta pessoa já haviam alvejado com tiros um colega do meu esposo. Há duas semanas este mesmo "cidadão" atirou quatro vezes contra meu esposo, felizmente não acertou nenhum tiro. Até aí, são situações vivenciadas por quem opta por profissões perigosas como a dele. Porém, no mesmo dia do ocorrido eu dava aulas para as filhas do atirador. Como agir? Impossível não se sentir desnorteada, desacreditada. Ainda tentando encontrar um rumo, uma forma de trabalhar esta questão.
Hoje, não considero uma postagem, apenas um desabafo.

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Desafios da Autoria

Desafios da Autoria


Ser "dono" de uma escrita implica diretamente na relação tida com o outro, ou outros autores. A autoria advém das leituras feitas, das produções, de aceitar os erros e principalmente de modificar. 
O conhecimento não é estanque, é maleável e mutável e assim sendo torna o pensamento do autor filosófico.
O desafio da autoria é captar tudo isso e transformar para que o maior interessado, o leitor, compreenda o objetivo daquela escrita, consiga, em meio a devaneios, ideias, afirmações construir sua própria interpretação acerca daquela escrita. 
Nessa colcha de retalhos do pensamento o registro dado ao "dono" de uma escrita é subjetivo.


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Escola e Diversidade Cultural, realidade X sonho?

Escola e Diversidade Cultural, realidade X sonho?


A diversidade cultural no espaço da escola nem sempre é respeitada, levando-se em consideração a compreensão de cultura enquanto conjunto de conhecimentos, artes, crenças de cada indivíduo. Ainda temos escolas que tendem a direcionar o pensamento em relação à diversidade cultural, anulando a cultura das minorias em valorização à cultura de massa.
O que almejamos enquanto educadoras em construção e reconstrução é participar deste processo de respeito à diversidade cultural, começando com o reconhecimento e valorização de nossa própria cultura individual.


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Filosofando

Filosofando



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Reflexões sobre a prática

Reflexões sobre a prática


 Utilizei numa das minhas aulas com o quinto ano o poema “Dear White Fella” (abaixo com a tradução) que traz de maneira sutil uma crítica ao racismo, ao mesmo tempo utilizo para revisar cores e trabalhar a oralidade, tendo em vista que dou aula de Língua Inglesa. Aqui o link com o vídeo feito em aula. Trabalhamos frequentemente a música Pride – U2, que traz a vida de Luther King e além disso sempre questiono meus pequenos e faço com eles uma reflexão acerca do famoso lápis “cor de pele”, para isso utilizo este giz: 



"Dear White Fella" 
a poem from a black fella to a white fella

Dear white fella, somethings you should know:
when I was born, I black
when I grow up, I black
when I go in sun, I black
when I cold, I black
when I scared, I black
when I mad, I black
when I sick, I black
and when I die, I still black. 

You white fella:
when you born, you pink
when you grow up, you white
when you go sun, you brown
when you cold, you blue
when you scared, you yellow
when you mad, you red
when you sick, you green
and when you die, you grey. 

And you have the nerve to call me colored.

- Unknown



  
"Caro White Fella" um poema de um cara preto a um cara branco
Caro amigo branco, algumas coisas que você deve saber:
quando eu nasci, eu sou preto
quando eu cresço, eu sou preto
quando eu vou no sol, eu sou preto
quando frio, preto
quando eu assustei, eu preto
quando eu estou louco, preto
quando eu estou doente, eu preto
e quando eu morrer, eu ainda preto.

Você caro branco:
quando você nasceu, você cor-de-rosa
quando você cresce, você é branco
quando você vai sol, você marrom
quando voce frio, voce azul
quando você assustou, você amarelo
quando você está louco, você vermelho
quando você está doente, você verde
e quando você morrer, você está cinza.

E você tem a coragem de me chamar de cor.
- Desconhecido

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Google para Educação

Google para Educação



Neste semestre estou fazendo uma formação de 100 horas, Google para Educação, também à distância, através do Polo de Santo Antônio da Patrulha. Estou realmente encantada com as possibilidades de utilização como ferramenta pedagógica. Coloco aqui o link para o Google Apresentação que fiz, onde se encontra um resumo de tudo que estamos aprendendo e que é possível dividir, porque o conhecimento adquirido precisa ser partilhado para ter valor.

Há inúmeras ferramentas e cito algumas: 


Google Fotos

Google Conta e Agenda

Google Drive

Google Planilhas

Google Apresentação

Google Forms

Google Site

Classroom

Maps

YouTube

Ainda não conclui, portanto, tenho muito o que aprender, mas me coloco à disposição para dividir estas novas aprendizagens, pois nosso objetivo é um só:


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Afinal, o que é aprender?

Afinal, o que é aprender?




Aprendizagem é a mudança de um pensamento, atitude ou comportamento após uma experiência significativa. É a ressignificação de algo depois do contato com outras vivências, a capacidade de modificar-se depois de receber estímulos externos e internos.

Após a leitura do texto eu percebo que minha concepção inicial se aproxima do modelo epistemológico da Psicanálise Freudiana - Psicologia e Epistemologia Genética, porque ela traz a importância da herança genética, do meio físico e do social em todo desenvolvimento, associando conhecimento e afetividade. Diferentemente do modelo Gestalt, onde o "Insight" é o único elemento para a aprendizagem, neste modelo os conhecimentos nascem de estruturações instantâneas, da percepção ou de "insights", ou seja, aprender está associado a qualidades herdadas. O modelo comportamental traz a teoria do reforço, o modelo que considera apenas a experiência externa e o indivíduo é visto como "tábula rasa", desconsiderando-se sua bagagem pessoal.

Penso que a aprendizagem envolve então fatores externos e internos.



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