AULA INAUGURAL DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO UFRGS - 2017 - ANÁLISE

AULA INAUGURAL DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO UFRGS - 2017 - ANÁLISE




Ao ouvir atentamente todas as falas da aula inaugural da UFRGS 2017, concordo com o que foi dito em relação ao momento atual, que é completamente diferente do momento da construção da LDB e da própria constituição de 88, vivemos um momento de golpes constantes contra a democracia brasileira, morosamente construída. Tanto a LDB quanto, por exemplo, o Plano Nacional de Educação levaram muito tempo para serem construídos porque, como nos afirma o professor Cury, a Educação é um campo de disputas, onde os pontos divergentes aparecem e fica claro que existem lados disputando aquilo que lhe é mais oportuno.

Conhecer a história da LDB, desde o primeiro projeto nascido em reuniões da Associação Nacional de Pós-Graduação, até os tempos atuais é fundamental para nos colocarmos sim, em um dos lados. Afinal, educar é um ato político, já nos afirmava o mestre Paulo Freire. Entender que logo no início havia a discussão entre dois projetos, um era analítico, detalhado, construído por professores e o outro era sintético, com orientações advindas de um congresso conservador, que permitiria a regulamentação através de leis complementares nos faz ver que tipo de disputa estava se formando no campo do parlamento e da sociedade.

A questão do Ensino Médio e do Financiamento da Educação também são bem pautadas e merecem uma discussão profunda. Ao longo desses vinte anos a LDB sofreu o total de duzentas e dezenove mudanças. Uma das principais veio agora, através de DECRETO, que se tornou lei 13415, mediante aprovação de um Senado que não mais representa a sociedade, resultando na reforma do EM.


Mexer na LDB hoje é um retrocesso, pois, de acordo com o professor Cury, nós ainda não temos forças para reabrir esta discussão e entrar nesta disputa, que seria a meu ver, neste momento político totalmente desleal. Não temos, enquanto população, real representatividade nos parlamentos. Precisaríamos recuperar pontos perdidos ou esquecidos na LDB e isso, na atual conjuntura, não aconteceria. Todo o resgate histórico da Educação feito pelo professor Cury deixa claro qual é o momento que, infelizmente, estamos vivenciando e acaba com qualquer perspectiva positiva de retomada da LDB. Precisamos de união e luta nesta conjuntura, precisamos retomar os espaços de voz da população, só assim poderemos então, pensar em retomada da LDB.

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Gestão Democrática - Escolha de diretores em tempos de CORONELISMO



Gestão Democrática - Escolha de diretores em tempos de CORONELISMO




Um dos princípios da gestão democrática seria a escolha do gestor da escola através da participação popular. Entretanto, infelizmente, o que vemos na maioria das cidades do litoral norte do RS ainda é a nomeação como cargo de confiança do Secretário de Educação (subentende-se Prefeito) e este lugar tão importante na escola passa a ser ocupado, muitas vezes, por pessoas sem o real envolvimento com a escola, sem a aprovação da comunidade escolar e principalmente sem um plano de ação para aquele espaço. 

Em tempos de “insuflência do coronelismo”, onde até absurdos como pedidos de volta do regime militar tem se propagado entre gerações que sequer conhecem o efeito histórico de regimes como este, faz-se necessária entre estudantes de Pedagogias a rediscussão dos ideais da gestão democrática e torna-se necessária a retomada dos estudos acerca do que seria de fato uma gestão com participação popular.

No país esta discussão, sobre o preenchimento do cargo do diretor de escola está em pauta há alguns anos, e nos últimos tempos, através do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) se cogitou a possibilidade de implementação da eleição para este espaço. Seria uma das diretrizes para alcançarmos a Educação de qualidade, sonho de todos nós. 

Um dos pontos seria o estabelecimento de critérios para a ocupação deste espaço, um deles seria a votação pela comunidade escolar, que se sentiria corresponsável e assim exerceria ainda mais sua função fiscalizadora, através do Conselho Escolar, também fortalecido através do PDE.

Em meu município, pude contribuir, no período de 2009 até junho de 2012 com a tentativa de implementação da real gestão democrática. Num primeiro momento foi estabelecida a lista tríplice, onde três nomes seriam definidos para a escolha do prefeito, assim, num primeiro instante não estaríamos indo contrários à Constituição que traz estes cargos como sendo de confiança do prefeito. Os critérios que eram exigidos: que o professor fosse efetivo e estável naquele estabelecimento de ensino há dois anos, que passasse por uma avaliação (prova) de conhecimentos específicos em gestão, que tivesse pós graduação e que fosse eleito pela comunidade escolar, através de voto secreto. Desta forma, os três nomes que fossem melhor classificados iriam para a escolha do prefeito. Não é o ideal, mas seria apenas em um momento, pois a ideia era desconstruir o voto de cabresto, por siglas partidárias (realidade muito presente no interior) e assim, construir com a comunidade a participação popular democrática.

Infelizmente, tudo que foi feito caiu por terra e em duas gestões estamos novamente com diretores escolhidos pelo prefeito, embasado numa tal lei de gestão democrática, que de democrática só tem o nome.

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GESTÃO DEMOCRÁTICA EM TEMPOS DE DEMOCRACIA DUVIDOSA

GESTÃO DEMOCRÁTICA EM TEMPOS DE DEMOCRACIA DUVIDOSA



     Penso que o conceito de gestão democrática deve ser trazido inicialmente:
Gestão Democrática é a forma de gerir uma instituição de maneira que possibilite a participação, transparência e democracia. 
É a melhor alternativa para gerir uma escola atual, que não tenha parado no tempo. Mas para agir desta maneira é preciso muito estudo e leituras.
     Desde a constituição de 88 o termo estava presente, mas somente há alguns anos ficou conhecido dentro das escolas públicas. A LDB 9394/96 regulamenta a gestão democrática, principio da educação brasileira dentro da Constituição.O Plano Nacional de Educação seria norteador deste processo, pois traria diagnósticos, diretrizes e metas para a gestão democrática respeitando a democratização da educação brasileira. 
     Porém, eu pude vivenciar, em dezoito anos trabalhando na Educação, momentos em que a gestão democrática esteve presente e de fato ocorrendo, mas logo em seguida, ela foi "derrubada", por "forças maiores". Não podemos esquecer que o capital é quem rege a nossa Educação e desta forma ela também está atrelada aos interesses de uma minoria rica que certamente não vê com bons olhos uma gestão democrática, tendo em vista que esta prevê a participação em todos os momentos da gestão, possibilitando uma "autonomia perigosa" à sociedade. 
     Participei das etapas de uma Conae, uma conferência para discutir Educação, acompanhei as sugestões dadas por todos os segmentos de fato envolvidos com a Educação, li o PNE, sei que ele continha itens que logo foram esquecidos e isso me faz rediscutir se a gestão democrática ainda será possível, pois nem mesmo a votação popular para a escolha da Presidente do nosso país foi respeitada. 
     Ainda temos muito a caminhar, fazer gestão democrática no âmbito da Unidade Escolar talvez seja um pequeno passo, um trabalho de formiga, mas pode ser a solução, uma vez que quando temos a possibilidade de que isso venha de cima sabemos que não irá ocorrer. 
     Acredito na Gestão Democrática e enquanto eu tiver minhas próprias forças, minha voz e minhas palavras, continuarei lutando para que a participação popular se evidencia, que as vozes das minorias sejam ouvidas e que todas e todos possam de fato ter uma Educação de qualidade.

Referência: OLIVEIRA, João Ferreira de, et all. Gestão escolar democrática: definições, princípios e mecanismos de implementação. Disponível em http://escoladegestores.mec.gov.br/site/4-sala_politica_gestao_escolar/pdf/texto2_1.pdf
Acesso em 28/05/2017.

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O andamento do Projeto de Aprendizagem

O andamento do Projeto de Aprendizagem



Esta imagem mostra exatamente como estou me sentindo em relação ao Projeto de Aprendizagem. Embora eu esteja realmente aprendendo como fazê-lo, esteja me divertindo com minha aprendizagem, com o reconhecimento dos passos corretos para a execução de um PA eu sinto por não estar "saindo do lugar", por estar andando em círculos e por um motivo que me persegue desde o início do curso: o TEMPO. Trabalho apenas uma vez por semana com cada turma, minha ideia inicial seria aplicar o PA com o quinto ano, turma que acredito teria perfil para aceitar a proposta, mudei porque a aula com eles é na sexta e neste dia teríamos feriados pela frente. Optei então pelo quarto ano, com aulas na segunda e após um feriado e um dia de pediatra com meus filhos ocorreu que o projeto parou. Tenho receio de não conseguir concluir em TEMPO. Enfim, acredito no PA, mas ainda não estou conseguindo conciliar a proposta com o tempo restrito que tenho em sala de aula.

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LUDICIDADE NA VIDA ADULTA

LUDICIDADE NA VIDA ADULTA


O lúdico, enquanto fenômeno social pode interferir e muito na questão da aprendizagem do indivíduo jovem e adulto. Rabello e Passos nos trazem os estudos de Erikson que fala da importância de se considerar o contexto histórico e cultural, utilizando estas informações como instrumento de análise, afinal, são elas que vão nos dar indicativos da formação de uma identidade, que é construída e mantida pela sociedade, pelo que Erikson chama de “ego grupal”.
Segundo as leituras feitas:
“O desenvolvimento cognitivo dá-se na relação com o meio, porém, ele é individual. O estádio em que um indivíduo se encontra “é radicalmente individual, não pode, pois, ser confundido com o de nenhum outro indivíduo” (BECKER, 2001, p.187).

Ainda segundo Marques, “O adulto, tal qual a criança e o adolescente, não aprende ouvindo respostas prontas.  Aprende resolvendo problemas que dizem respeito ao mundo físico ou social em que vive e lançando hipóteses sobre as transformações que devem ser implementadas. ”
Desta forma, ao trabalharmos com o indivíduo adulto, devemos atentar para estes dois pontos, a aprendizagem como desenvolvimento individual e como significativa a partir das relações com o meio. Outro item de extrema importância, segundo Real e Picetti, é a questão da aprendizagem amorosa, e o uso do termo quer dizer tratar o outro respeitando a diferença que ele traz em relação aos demais indivíduos, este respeito é muito importante na Educação de Jovens e Adultos.
Assim, ao trabalhar a ludicidade com o jovem e o adulto é preciso estar atento à questão da “vergonha”, por exemplo, que no texto de Rabello e Passos nos é muito bem esclarecida, sob a ótica e o estudo de Erickson que afirma ser a vergonha “a raiva dirigida a si mesmo” já que o indivíduo pretendia realizar algo sem estar exposto aos outros e quando isso não acontece se dá a vergonha, que precede a culpa, derivada da vergonha e avaliada pelo superego. O estudante jovem e adulto, muitas vezes se nega a participar de uma atividade lúdica, mesmo estando internamente com muita vontade de fazê-lo, mas não o faz por receio de como “o outro” irá perceber esta participação, receando, de certa forma perder o status de adulto. Ferreira (2004), por sua vez nos traz que somente a ludicidade pode resgatar a criatividade e a criticidade do indivíduo, fazendo com que consiga viver no meio social ao qual está inserido.

Referências:

BECKER, Fernando. A epistemologia do professor. O cotidiano da escola. 9ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

REAL, Luciane Magalhães Corte e PICETTI, Jaqueline. Aprendizagem amorosa: transformações na convivência de aceitação do outro como legítimo outro. 2011. Educação e Cidadania nº13. Editora UniRitter.

RABELLO, E.T. e PASSOS, J. S. Erikson e a teoria psicossocial do desenvolvimento. Disponível em <http://www.josesilveira.com/artigos/erikson.pdf> no dia 02 de Maio de 2017. 

FERREIRA, A. F. et all. O Lúdico nos adultos: Um estudo exploratório nos frequentadores do CEPE - Natal - RN. Disponível em <http://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/viewFile/29/29> no dia  02 de Maio de 2017

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APROXIMAR-SE DO ALUNO NOS FAZ COMPREENDÊ-LO

APROXIMAR-SE DO ALUNO NOS FAZ COMPREENDÊ-LO




      Nesta semana me detive a assistir a série "13 Reasons Why" (13 razões do porquê) na Netflix. Minha curiosidade foi aguçada por ouvir dos alunos comentários sobre ela e quando comecei a ver, simplesmente não consegui parar. Virei uma noite assistindo. 
     A série retrata a angústia de uma jovem diante de situações de bullying e até estupro, algo que às vezes parece tão distante e está mais próximo do que imaginamos. 
    Minha reflexão é sobre o papel do "Conselheiro" da escola, equivalente ao nosso "Orientador". Fiquei chocada ao perceber o quanto podemos ser responsáveis pelo que acontece na vida dos nossos alunos. Minimizar as questões que eles trazem é algo perigoso, assim como maximizar outras. Então, meu questionamento, qual é o equilíbrio? Como orientar nossos alunos que tem instabilidade emocional, afetiva, financeira, cada vez mais presentes em suas vidas? Me senti angustiada ao ver a série, por que me sentia preparada para me tornar orientadora escolar, adoro trabalhar com os alunos, sempre tive boa relação que se expande para além da sala de aula.Mas após assistir a série, que apesar de fictícia poderia ser real sem nenhum problema, penso que o papel do orientador escolar deve ser revisto. 
     Em minha escola temos uma excelente profissional, com uma experiência riquíssima e que para mim é exemplo, mas infelizmente não posso dizer o mesmo da maioria das escolas. O que encontramos são profissionais despreparados, sem contato real com os alunos, burocráticos e que veem o seu papel apenas como solucionador de conflitos e "aquele que conversa com o aluno problema". Cada vez mais é preciso que o orientador escolar se envolva com a comunidade escolar, a conheça e procure de fato tocar afetivamente seus educandos. Espero muito pela disciplina onde estudaremos mais esta temática.

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Faça amor, não faça guerra! Educação humanizadora é o caminho.



Faça amor, não faça guerra! Educação humanizadora é o caminho.



      “Que se destine meu aluno à carreira militar, eclesiástica ou à advocacia, pouco me importa. Antes da vocação dos pais, a natureza chama-o para a vida humana. Viver é o ofício que quero ensinar. Saindo de minhas mãos, ele não será, concordo, nem magistrado, nem soldado, nem padre; será primeiramente um homem.” Jean Jacques Rosseau



     Estou realmente preocupada com a iminência da III Guerra Mundial e penso que temos de tratar desta questão, dentro da escola, de maneira a humanizar nossos alunos. A frase acima diz muito, precisamos tocar neste assunto, na afetividade, no lado humano que parece estar aos poucos se extinguindo diante de tanta violência, descaso com a vida e com as relações, tão bem descritas como "líquidas" por Zygmunt Bauman. 


     Conforme SPAGOLLA  "A educação para a humanização significa pensar e agir fundamentando-se em princípios éticos responsáveis, determinações políticas interventivas, criatividade estética sensibilizatória. Nesta direção, a humanização da educação e da escola é, ao mesmo tempo, processo e produto, nascida e conquistada num projeto de mútua determinação e radicais lutas de educadores transformadores." Como educadora transformadora, acredito que mesmo estando diante de uma possível guerra, que traz todas as tristes consequências historicamente conhecidas, precisamos nos manter acreditando no ser humano e buscando semear em nossos alunos a paz. Ela deve começar dentro da escola, através, por exemplo, da mediação de conflitos, das justiça restaurativa e não punitiva. Se a cada conflito em sala ou na escola conseguirmos mediar de forma a restaurar a paz, mostrando os benefícios desta estaremos dando pequenos passos em direção a um mundo melhor.

     Por outro lado, me preocupa também o distanciamento afetivo do professor em relação a seus alunos, cada vez mais temos educadores que entram e saem das salas de aula sem tocar seu aluno, seja fisicamente, através de um gesto de carinho ou emocionalmente através de reflexões sobre a vida. Precisamos rever isto urgentemente. A maldade existe, está próxima de nós, mas é subjetiva e cabe a nós, educadores da transformação buscar escudos diante da arma da guerra e o melhor deles ainda é o amor.


Referência:
 SPAGOLLA, Rosimeire de Paula. AFETIVIDADE: POR UMA EDUCAÇÃO HUMANIZADA E HUMANIZADORA. Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. Secretaria de Estado da Educação – SEED. Orientador UENP: Professor Dr Antonio Carlos de Souza. 
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2343-8.pdf

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Os diferentes tipos de Projeto

Os diferentes tipos de Projeto




Sempre ouvi falar que escola moderna é aquela que trabalha com projetos, e eu trabalho com projetos, mas no andamento do curso, percebi que os projetos que eu faço são na realidade Projetos de Ensino e de Ação, não são projetos de Aprendizagem e isso me frustrou por um lado, mas por outro, me deu esperanças. Explico, me frustrou porque eu pensava que estava no caminho certo e vi que existem vários caminhos, e que portanto, definir o certo não é tão simples assim, mas me deu esperanças, pois eu me vejo como uma professora reflexiva e sei que posso continuar trabalhando com os dois tipos de projeto citados, já que eles tem alcançado aprendizagem significativa e que também posso passar a trabalhar com Projetos de Aprendizagem. 
O meu maior desafio será incluir a disciplina que leciono, Língua Inglesa, nas perguntas que espero venham a surgir da turma escolhida para aplicação do Projeto.


A organização de um Projeto de Aprendizagem tem por base a globalização, a significatividade da aprendizagem, um processo mais interno que externo de construção do saber, relacionando conteúdos e áreas do conhecimento a fim de resolver um problema, uma questão.

Projeto de Ação é uma proposta de ação partindo da leitura da realidade considerando todos os contextos possíveis. É composto por objetivos, justificativa, metodologia e avaliação. O Projeto de Ensino tem o professor como protagonista, é ele quem determina o que será estudado, visando a aprendizagem. Ele direciona a curiosidade dos alunos, em busca de seus objetivos. Já o Projeto de Aprendizagem parte da necessidade dos alunos em ampliar seus saberes, construírem ou reconstruírem significativamente ideias e conceitos acerca de algum assunto que seja do interesse da maioria. O professor neste tipo de projeto é o mediador da aprendizagem, os alunos são os protagonistas.

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O assustador silêncio dos Educadores...


O assustador silêncio dos Educadores...


     Eu me preocupo e muito, com o silêncio. Não o silêncio que acalma, o silêncio que faz pensar, o silêncio que faz chorar, me preocupo com o silêncio de quem deveria gritar para acordar os que dormem, os que dormem o sono da apatia, do "não é comigo". A cada notícia triste, retrógrada que leio, relacionada à Educação, à perda dos direitos de alguém, eu penso: Agora sim, agora os educadores vão tomar a frente e transformar isso... Chego na escola e cheia de esperança levo o assunto pra mesa do café, momento em que todos estão juntos, e aí, comenta-se, indigna-se e logo bate o sinal e tudo volta ao "normal". 
     Não sei, mas tem algo errado, esse silêncio não poderia existir, somos os responsáveis pela educação, é por nossas mãos que passam os que podem mudar o mundo e nós também podemos.
     Como vamos formar cidadãos críticos se nem mesmo nós estamos sendo? Vejo os professores com quem trabalho apáticos em relação ao que acontece ao nosso redor e cada vez mais me parece que a escola permanece assim, numa redoma de vidro. Logo me lembrei do livro da Ruth Rocha:


     E de fato, não apenas os alunos, mas nós estamos em vidros aqui em meu município. Todos saem das suas salas se enfiam em seus vidros e lá permanecem, como se o que ocorre à sua volta não lhe pertencesse, não intervisse diretamente em suas vidas. Lamento, lamento muito por isso, me sinto frustrada e sem esperança. Os leitores poderão pensar: "Mas e o que você fez para mudar?" e eu respondo, nos únicos momentos em que houve algum engajamento eu estava lá, eu coordenei, eu lutei, mas chega uma hora em que cansa, alguns silenciam porque querem e outros, como eu, porque perderam a voz de tanto gritar...

 




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