O assustador silêncio dos Educadores...


O assustador silêncio dos Educadores...


     Eu me preocupo e muito, com o silêncio. Não o silêncio que acalma, o silêncio que faz pensar, o silêncio que faz chorar, me preocupo com o silêncio de quem deveria gritar para acordar os que dormem, os que dormem o sono da apatia, do "não é comigo". A cada notícia triste, retrógrada que leio, relacionada à Educação, à perda dos direitos de alguém, eu penso: Agora sim, agora os educadores vão tomar a frente e transformar isso... Chego na escola e cheia de esperança levo o assunto pra mesa do café, momento em que todos estão juntos, e aí, comenta-se, indigna-se e logo bate o sinal e tudo volta ao "normal". 
     Não sei, mas tem algo errado, esse silêncio não poderia existir, somos os responsáveis pela educação, é por nossas mãos que passam os que podem mudar o mundo e nós também podemos.
     Como vamos formar cidadãos críticos se nem mesmo nós estamos sendo? Vejo os professores com quem trabalho apáticos em relação ao que acontece ao nosso redor e cada vez mais me parece que a escola permanece assim, numa redoma de vidro. Logo me lembrei do livro da Ruth Rocha:


     E de fato, não apenas os alunos, mas nós estamos em vidros aqui em meu município. Todos saem das suas salas se enfiam em seus vidros e lá permanecem, como se o que ocorre à sua volta não lhe pertencesse, não intervisse diretamente em suas vidas. Lamento, lamento muito por isso, me sinto frustrada e sem esperança. Os leitores poderão pensar: "Mas e o que você fez para mudar?" e eu respondo, nos únicos momentos em que houve algum engajamento eu estava lá, eu coordenei, eu lutei, mas chega uma hora em que cansa, alguns silenciam porque querem e outros, como eu, porque perderam a voz de tanto gritar...

 




  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Imagens que contam História









 




  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Os saberes históricos

OS SABERES HISTÓRICOS


Observe os quadrinhos:




     A história acima traz uma reflexão sobre a importância de valorizar os saberes que nossas crianças e adultos trazem. Faz-nos pensar também sobre a significação de conteúdos tidos como fundamentais para a real aprendizagem.
   Levando para a disciplina de Representação do Mundo pelos Estudos Sociais, por exemplo, e pensando nas propostas de trabalho que sugeri ao longo dos trabalhos, como a valorização do espaço do arroio que deu nome à cidade, penso que uma das primeiras estratégias de instigar o trabalho junto às crianças seria ouvindo a sabedoria popular, que felizmente, por ser uma cidade relativamente "nova" ainda temos pessoas da comunidade para contar sobre os primeiros tempos em Arroio do Sal, ainda antes de sua emancipação. 
     Que possamos sempre nos lembrar que segundo a professora e pesquisadora de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e organizadora do livro Memorial Paulo Freire: Diálogo com a Educação (Expressão e Arte), Noêmia de Carvalho Garrido, os projetos devem estar ligados à comunidade, trazer a história de vida dos educandos, para então trabalhar a sistematização dos conteúdos que a escola exige. “O homem, em sua formação, não é dividido, ele é integral, o conhecimento que vem de fora da escola é integral. Só se fragmenta na sala de aula”, diz.

 “Para trabalhar na perspectiva de Freire, é preciso atuar de modo interdisciplinar. Os temas têm que conversar entre eles, a partir de um eixo norteador”. Dentro dos ensinamentos de Freire, esse tema vai ser levantado a partir das necessidades e interesses dos educandos, ou até mesmo da troca de educador e educandos."

Fonte de pesquisa Porvir.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Pedagogia da Pergunta

PEDAGOGIA DA PERGUNTA



O livro " Por uma Pedagogia da Pergunta" de Paulo Freire é muito interessante. O encontro do educador Paulo Freire com o filósofo chileno Antonio Faundez resultou neste texto. Discutem as diferentes experiências vividas em seus países de origem, confrontando os pontos de vista político e pedagógico; questionam o papel do intelectual nas sociedades em transformação e sua relação com as camadas populares; recolocam a importância da relação dialética entre teoria e prática, viabilizando revisões fundamentais. A obra coloca em evidência um método a ser utilizado por cientistas sociais - o repensar constante. (fonte do resumo: Google Books)

Traz, como todos os seus escritos, uma visão da Pedagogia Crítica, cujo foco está na criança e no aprender dela e não no professor e no seu ensinar. A proposta de Freire é que todo conhecimento pode surgir de uma pergunta, a busca de soluções a ela traz a curiosidade e o aprendizado. 

" Segundo, ele aprende com aquele a quem ensina, não apenas porque se prepara para ensinar, mas também porque revê o seu saber na busca do saber que o estudante faz. Tenho insistido em trabalhos antigos como em recentes, em quanto a inquietação dos estudantes, a sua dúvida, a sua curiosidade, a sua relativa ignorância devem ser tomadas pelo professor como desafios a ele. No fundo, a reflexão sobre tudo isso é iluminadora e enriquecedora do professor como dos alunos. A curiosidade do estudante às vezes pode abalar a certeza do professor. Por isso é que, ao limitar a curiosidade do aluno, a sua expressividade, o professor autoritário limita a sua também. Muitas vezes, por outro lado, a pergunta que o aluno, livre para fazê-la, faz sobre um tema, pode colocar ao professor um ângulo diferente, do qual lhe será possível aprofundar mais tarde uma reflexão mais crítica."
Paulo Freire

Gostei muito da proposta da aula de Representação do Mundo pelas Ciências, onde a professora nos pede uma pergunta que nos desestabilize em relação à Ciências e pede que tentemos intervir nas perguntas das colegas. Achei divertidíssimo e me encantei lendo as perguntas e as respostas. Ali eu percebi que num exercício assim, simples em seu enunciado pode trazer grandes conhecimentos e pode tornar uma aula realmente interessante, basta que o professor se dispa de seus velhos vícios e conforme Freire, respeite as perguntas de seus alunos.

"Para um educador nesta posição não há perguntas bobas nem respostas definitivas. Um educador que não castra a curiosidade do educando, que se insere no movimento interno do ato de conhecer, jamais desrespeita pergunta alguma. Porque, mesmo quando a pergunta, para ele, possa parecer ingênua, mal formulada, nem sempre o é para quem a fez. Em tal caso, o papel do educador, longe de ser o de ironizar o educando, é ajudá-lo a refazer a pergunta, com o que o educando aprende, fazendo, a melhor perguntar."
Paulo Freire


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

O jogo, o lúdico e o concreto.

O JOGO, O LÚDICO E O CONCRETO.



Tenho conseguido, ao longo dos estudos na disciplina de Representação do Mundo pela Matemática , perceber que esta disciplina é mais fácil do que eu imaginava e que pode ser tão divertida quanto o Inglês ou qualquer outra, se soubermos utilizar de uma metodologia que encante, que faça pensar, que instigue, que desafie nosso aluno. 
O uso do concreto, para que a criança consiga construir o número, compreendê-lo é fundamental. Os jogos, o lúdico, a brincadeira pode ser uma grande aliada no intuito de formar novos aprendizes da Matemática prazerosa. 


Pensando neste afirmação acima, fui atrás de um material que já utilizei com alunos, quando responsável pelo laboratório de informática de minha escola. Num projeto onde auxiliava às professoras do currículo a encontrar alternativas para aprendizagem de conteúdos, através de objetos virtuais e trago o "Casa de Carne", as imagens mostram o passo a passo deste jogo, que os pequenos adoram:









O que o torna interessante é que traz alguns saberes práticos, como o reconhecimento dos nomes dos cortes de carne em relação ao animal e cálculos simples de quantidades em relação a preços.




  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

SUSTENTABILIDADE PARA ALÉM DA RECICLAGEM

SUSTENTABILIDADE PARA ALÉM DA RECICLAGEM




     O título da postagem talvez sugira que eu seja contra trabalhar a questão da reciclagem, então inicio esclarecendo que não sou, ao contrário, penso que é muito importante a  reciclagem, a separação do lixo, mas ela é uma questão cultural-educacional, afinal de que adianta trabalharmos na escola a importância da reciclagem, da separação do lixo se o poder público da cidade onde moro não dispõe de coleta seletiva ou de um espaço para os catadores trabalharem? Haverá algum resultado se em casa separarmos o lixo e ao chegar na lixeira da rua for tudo para o mesmo local? 
     Para além da reciclagem, significa buscar outras ações, junto ao poder público que permitam as pequenas ações que podemos instigar na escola. Devemos questionar, exigir, pressionar para que seja feito o papel dos gestores ambientais da cidade. 
     Outro questionamento importante a ser levantado quando falamos em sustentabilidade diz respeito aos condomínios que "grandes investidores" estão interessados em implantar aqui. Sabemos que o poder econômico prevalece aquém da real preocupação ambiental. Há que se mensurar se é sustentável ou não ao município e às nossas riquezas este tipo de empreendimento.
     O homem busca o desenvolvimento econômico e muitas vezes não mede os prejuízos ambientais que este desenvolvimento possa trazer a médio e longo prazo. Utiliza-se das ciências e tecnologias para prejudicar o próprio meio onde vive. Um exemplo recente foi a tragédia de Mariana, ocorrida em Minas Gerais. O rompimento de uma barragem, feita pelos homens, causou mortes e destruição ambiental, cujas proporções ainda estão sendo verificadas.
     É preciso compreender que a ciência e o desenvolvimento podem estar aliados à sustentabilidade, desde que saibamos tratar as questões coma criticidade necessária, não nos deixando cegar pelo poder econômico.



  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Tempo e Espaço

Tempo e Espaço




Na disciplina de Representação do Mundo pelos Estudos Sociais, as questões que envolvem tempo e espaço estão em alta e uma reflexão veio após a leitura deste quadrinho e da charge:




A história acontece a todo momento, não é estanque, não pode estar atrelada apenas às questões do passado, é preciso situar nossos alunos em relação ao tempo e espaço, fazendo com que percebam que muita coisa já aconteceu e é importante que conheçam, mas acima de tudo que percebam o quanto aqueles acontecimentos influenciaram em nossa realidade atual.

Conforme Cooper "“O processo de investigação histórica envolve a compreensão de conceitos do tempo: a mensuração do tempo, continuidade e mudança, as causas e efeitos de eventos e de mudanças ao longo do tempo, semelhanças e diferenças entre períodos. Isso significa encontrar o passado a partir de fontes”.

Portanto, estabelecer relação e construir aprendizagens através de diferentes fontes é uma das alternativas para a aprendizagem significativa dos Estudos Sociais.

COOPER, Hilary. Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de 3 a 8 anos. Educar, Curitiba, v. Especial, p.171-190, 2006. Disponível em: <http://revistas.ufpr.br/educar/article/viewFile/5541/4055> Acesso em: 26/01/2017.



  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Classificar e a sua relação com as disciplinas

Classificar e a sua relação com as disciplinas


Segundo o dicionário:




Durante os estudos desta semana a classificação apareceu em duas interdisciplinas, Ciências e Matemática, e até então, eu costumava associar à Matemática, sem nunca ter parado pra pensar que a classificação está presente diariamente e que fazê-la também é fazer Ciências.
Ás vezes, numa atividade como o exemplo abaixo, estamos classificando:


Ao trabalhar as cores, por exemplo, com as crianças pequenas pequenas, lá está ela:


Até no lazer ela aparece:


Conforme formos avançando em nossos estudos perceberemos sua importância e real necessidade para a compreensão das coisas:


Havíamos assistido o vídeo, sugerido pela professora sobre a invenção da tabela periódica e foi muito interessante. Logo depois eu descobri uma matéria, publicada aqui, mostrando uma nova tabela periódica, acessível às crianças, por mostrar o propósito de cada elemento químico, facilitando a relação para a criança.
Estou, aos poucos, me apaixonando pela área das exatas, "logo eu, amante das linguagens"...



  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Descobrindo a Matemática!

Descobrindo a Matemática!


Ao retomar as leituras e produzir os trabalhos comecei a perceber que a Matemática estava mais presente em minhas aulas do que eu imaginava. Claro que eu sabia que ao ensinar os números em Inglês era Matemática, mas não sabia que ao utilizar o trabalho com os indiozinhos ou com os picolés eu estava também trabalhando conceitos de alfabetização Matemática. Conforme Lourenço, Baioche e Teixeira: 
                                                                      “A matemática está em nosso cotidiano e não                                           podemos negar, e ao alfabetizar matematicamente muitos educadores sentem-se inseguros”.
E penso que se trata disso, esta insegurança, naquele momento não permitiu que eu pudesse relacionar minha prática na Língua Inglesa com a Matemática. Agora, um pouco mais calma, consigo perceber que a utilizo frequentemente.
Eu costumo trabalhar os números em Inglês, mas detesto “decoreba”, então não os faço decorar, construímos juntos, trabalhando a relação entre o número e a quantidade, utilizando, em especial com os pequenos, o concreto como canudos, prendedores e até os dedos. Costumo associar à música do Indiozinho em Inglês e fazemos os fantoches dos dez indiozinhos e do barco, assim, eles cantam, aprendem Inglês e Matemática.
Cantamos e representamos a música também, usando os próprios alunos e assim extraio do texto:
“Para que o aluno aprenda matemática, ele precisa se sentir seguro diante de sua representação, precisa descobrir o caminho de uma relação menos angustiante, substituindo o caráter que o oprime na aprendizagem pela alegria da descoberta, para que juntos, aluno e professor, possam aprender, criar e recriar seus conhecimentos. ”



Um outro recurso que utilizo com meus pequenos é o jogo dos picolés, que trabalha as cores em Inglês e também a classificação, uma vez que eles precisam relacionar o cabo com a cor correspondente do picolé, conforme a foto (retirada da internet):


Fonte do texto lido:
ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS: O QUE É? COMO FAZER?Edvânia Mª da Silva Lourenço , Vivian Tammy Baiochi, Alessandra Carvalho Teixeira
Revista da Universidade Ibirapuera - - Universidade Ibirapuera São Paulo, v. 4, p. 32-39, jul/dez. 2012
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1713598/course/section/1269522/44.pdf

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Viver sem Tecnologias

Viver sem Tecnologias


A publicação de hoje, tem justamente a ver com minha ausência. Estive por meses sem computador e embora pareça um problema simples de resolver não é, principalmente se você morar numa cidade pequena e estiver sem dinheiro. Meu computador estragou e eu estava usando um emprestado, mas o dono o requisitou, aí começaram meus problemas. Como fazer as atividades de um curso EaD sem acesso a um computador? Comecei a perceber a dificuldade pela qual milhares de pessoas devem passar, porque, por mais que tenhamos telefones com tecnologia excelente, não se pode escrever textos longos ou ler usando os mesmos, não há olhos que aguentem. E aí vem a questão das Lan House (Local Area Network), bem, aqui só temos uma, com poucos computadores e cheia de adolescentes jogando. Conseguir um espaço, abrir seus sites pessoais nesses locais é muito complicado. Escola, em mudança de gestão está fechadas até decidirem a nova equipe gestora. Os cursos EaD são excelentes, mas é preciso pensar no suporte para que eles sejam realizados até o final.


Eu cheguei a pensar seriamente em desistir, mas como desistir de algo que se quer tanto? Eu sonho em me formar Pedagoga, em aprender mais e mais e assim melhorar a qualidade do meu trabalho e aí eu decidi que vou continuar, custe o que custar.








Finalmente consegui adquirir um novo computador e acabei percebendo o valor das tecnologias nos dias atuais, tente viver por um ou dois dias sem usar nenhuma tecnologia, sem cartão de banco, sem microondas, sem máquina de lavar, televisão, celular, computador, será que conseguiria? 
 Agora, tenho 36 atividades por fazer, tenho certeza de que vou conseguir, não me vejo como uma pessoa com grandes dificuldades, porém, meu maior inimigo será o tempo e este, com certeza eu vou superar.


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS