Os jogos virtuais que ensinam

Os jogos virtuais que ensinam

Resolvi hoje dar boas dicas sobre os jogos virtuais que educam. Fiz um projeto que já funciona desde o ano passado na escola onde atuo.

Através deste projeto encontrei excelentes sites que auxiliam nas aulas:


Este site é muito bom, traz atividades de acordo com as áreas acima.

O site Escola Games é fantástico, com ele você pode trabalhar diversas disciplinas, e as atividades são interessantes, as crianças adoram. Veja o exemplo do jogo Casa de Carne






O site Games Educativos também traz uma série de jogos e atividades, mostrando na tela inicial um top games e o jogo mais recente, além de curiosidades. 




O site Jogos da Escola tem um opção interessante para os pequenos, da pré escola, são jogos de coordenação motora.





Abaixo o Projeto de Informática, na íntegra:


“Transpassando Portais, do Portal do Professor ao Aluno, a Educação Digital na Escola Raimundo – Otimização do LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA (LABIN)”.


Público a que se destina: alunos, professores e funcionários da Escola Municipal de Ensino fundamental Professor Raimundo Fernandes de Oliveira.

Duração: todo o período letivo, alternando-se as aulas.

Carga horária destinada ao Projeto: 12 horas semanais

Justificativa: Ao perceber a necessidade de um profissional didaticamente habilitado ao uso das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação no Laboratório de Informática, a fim de que a comunidade escolar pudesse usufruir de maneira satisfatória deste espaço desenvolveu-se este projeto.

Objetivos:
ñ Capacitar monitor, professores e funcionários interessados quanto às possibilidades de uso dos recursos disponíveis no LABIN;
ñ Permitir o uso dos alunos, de maneira responsável, visando a aprendizagem significativa;
ñ Orientar grupos de professores e alunos durante a utilização do LABIN, nas disciplinas e no currículo;
ñ Propiciar aos alunos a oportunidade de comunicação e trocas culturais.
ñ Tornar as aulas lúdicas e atrativas, despertando no aluno o prazer de aprender;
ñ Permitir e facilitar a conquista de novas amizades, mantendo um vínculo mais fraterno entre si, aprendendo a respeitar e conviver com as diferenças.
ñ Valorizar e aprender a utilizar corretamente diversos recursos existentes, como softwares, objetos virtuais de aprendizagem, wikis, sites de busca e pesquisa desenvolvendo assim, projetos de aprendizagem em todas as áreas do conhecimento.


Conteúdos trabalhados:
z De acordo com a necessidade do professor, em agendamento prévio serão trabalhados os conteúdos em diversas áreas e disciplinas;
z Com os alunos também serão desenvolvidos minicursos, visando oferecer formação para que aprendam a utilizar os seguintes recursos: editor de textos, planilhas, slides, vídeos, blogs, etc.

Estratégias e Procedimentos:

z Planejamento das ações: todas as atividades serão planejadas no horário destinado à “hora atividade” da professora responsável.

 z Divisão da carga horária:
12 horas subdivididas da seguinte forma:
Ø 8h para reserva do LABIN e trabalho com os professores regentes e alunos, onde na reserva prévia será informado o conteúdo a ser trabalhado, devendo assim o responsável pelo LABIN buscar recursos que auxiliem o professor no desenvolvimento da aula, acompanhando todo o processo desde a chegada do grupo até a saída. Caso não houver agendamento o trabalho poderá ser de atendimento individualizado a algum aluno com dificuldade de aprendizagem, professores e funcionários.
Ø 3h para trabalho de formação com os alunos, onde serão desenvolvidos minicursos, capacitando os alunos para a melhor utilização de editor de texto, planilhas, slides, produção e editoração de vídeos, construção de blogs.
Ø 1h para atendimento exclusivo à professores, monitor do LABIN e funcionários e caso seja possível pais, visando a busca conjunta de estratégias, possibilidades de ensino, utilização dos recursos existentes.
Ø  Haverá participação no Projeto Recreio, ofertando jogos educativos e atividades no espaço do LABIN.



z Reserva do LABIN:
Ø  Um painel de reserva será colocado na sala dos professores com os seguintes itens:
Data:

Turma:

Professor
Regente:

Conteúdo a ser trabalhado; pesquisa a ser realizada:




Diariamente o responsável pelo LABIN fará o controle de reservas, já preparando previamente possibilidades de recursos a serem utilizados.

z Formação dos alunos:
Ø Os alunos serão inscritos de acordo com critérios estabelecidos em conjunto com a equipe gestora e farão minicursos, com 3h de duração semanal, onde se pretende que saiam capazes de utilizar corretamente editores de texto, melhorando assim a qualidade dos trabalhos escolares; aprendam a fazer slides, gravem e editem vídeos, utilizem planilhas e gráficos, construam blogs e demais recursos conforme interesse.
z Formação e atendimento aos Professores/Funcionários:
Ø Uma pesquisa será feita com cada professor/funcionário (anexo 1) e esta servirá como guia para o desenvolvimento da formação do grupo, visando suprir as necessidades que forem apontadas naquela.
Ø Durante 1h por semana o responsável pelo LABIN ficará à disposição do grupo para atendimento individualizado ou, mensalmente, em formações com o grupo durante reuniões pedagógicas.

    Material necessário:
·       Lápis, borracha, caneta e papel;
·       Dicionários;
·       Apoio constante e efetivo da equipe técnica da Prefeitura e/ou Smec;
·       Aquisição de softwares educacionais;
·       Fones de ouvido;
·       Cópias dos textos a serem utilizados nas aulas, ou seja, cota de Xerox;
·       Impressora em funcionamento no LABIN.


Mostra de resultados: Os resultados serão vistos após cada aula, sendo possível observar a compreensão dos alunos, a ampliação dos conhecimentos e assimilação dos conteúdos.


Avaliação: A avaliação do projeto dar-se-á em todos os processos envolvidos e, em alguns casos, com a produção dos alunos. Também será feita avaliação bimestral com todos os envolvidos a fim de aprimorar e corrigir possíveis falhas. Ao final de cada atendimento será preenchida uma ficha de acompanhamento, a fim de obter registro do trabalho desenvolvido (anexo 2).
Cronograma:
Período de aplicação dos questionários de pesquisa com os professores: dia 23 de Fevereiro
Tabulação dos resultados: 24 de Fevereiro
Apresentação dos resultados à equipe gestora: 24 de Fevereiro
Construção do Projeto de Ação, organização dos módulos: de 26 de Fevereiro a 03 de Março.
Início do Primeiro Módulo com professores/Funcionários: a definir
Trabalho com os alunos via reserva: a partir da segunda semana de aula.
Planilha de Desenvolvimento
Ações
Tempo
Pesquisa com professores
23/02
Tabulação de Resultados
24/02
Apresentação de resultados
24/02
Trabalho com alunos
A partir da segunda semana letiva
Organização dos Módulos
26/02 a 03/03
Início do módulo 01
A definir













Anexo 1

Pesquisa com Professores/Funcionários
1. Disciplinas que você ministra:

Português (  ) Educação Física (  )
Matemática (  )  Inglês (  )
História (  )  Geografia (  )
Ciências (  )  Química (  )
Biologia (  )  Física (  )
Educação Artística (  )
Outra (  ) Equipe Gestora (  )
(  ) Funcionário

2. Para quais séries:

Ensino fundamental (especificar):
Em quais períodos?
Manhã (  )
Tarde (  )

3. Situação funcional:

Concursado  (  )
Contratado (  )

      4. Faixa etária:

20 a 25 anos (  )
25 a 35 anos (  )
35 a 40 anos (  )
40 a 45 anos (  )
Mais de 45 anos (  )

5. Quais recursos a escola possui:

Biblioteca (  )  Aparelho de som (  )
Sala de leitura (  )  Computadores (  )
Televisão (  )  Lab. de Informática (  )
TV escola (  )  Fax (  )


6. Dos recursos elencados no item anterior, quais você utiliza efetivamente?

Biblioteca (  )  Aparelho de som (  )
Sala de leitura (  )  Computadores (  )
Televisão (  )  Lab. de Informática (  )
TV escola (  )  Fax (  )

7. Caso você queira usar recursos tecnológicos em sua aula:
7.1 Você tem equipamentos disponíveis na Instituição?     Sim (  )  Não (  )
 7.2 Você tem acesso livre a esses equipamentos na Instituição?  Sim (  )  Não (  ) 
7.3 Você tem suporte institucional para usar esses equipamentos?
Sim ( ) Não ( )
  
     8. Você usa recursos ligados à informática na preparação das suas aulas?
           Sim (  )  Não (  ) 
8.1 Se sim, cite algumas ferramentas utilizadas:
                 Word (  )  Outlook (  ) 
                 Power Point (  ) Paint (  )
                  Excel (  )  Jogos (  ) 
                  Internet (  )  Softwares específicos (  )

9. Você propõe aos alunos atividades ligadas ao uso do computador no espaço escolar?   Sim (  )  Não (  ) 
9.1 Se sim, especifique de que forma utiliza estes recursos:
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
10. Considere a afirmação: “No futuro, será possível aprender tudo com um microcomputador e não mais participar das atividades presenciais nas escolas.” Você:
L Discorda
K Em partes
J Concorda








11. Professor, use o espaço abaixo e o verso, se necessário for,  para apresentar sugestões de como facilitar o uso do computador no espaço escolar e também escreva sobre suas necessidades profissionais, o que gostaria de aprender a utilizar, no que diz respeito aos recursos digitais:

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Observações:
Com o primeiro grupo de perguntas (questões 1, 2, 3 e 4) objetivo era definir o perfil pessoal do professor, bem como as matérias que ele ensina, sua situação funcional, e faixa etária.
O segundo grupo de perguntas (questões 5, 6 e 7) revela os recursos disponíveis na escola em que o professor atua e se o mesmo conhece a existência destes recursos.
As questões 8 e 9, o grupo mais importante do questionário, revela como ou se o professor utiliza os recursos tecnológicos disponíveis, e qual seu grau de conhecimento referente aos softwares mais conhecidos e utilizados.
A questão 10 pede a opinião do professor quanto ao tema de educação a distância.
A questão 11 é um espaço livre para sugestões e críticas do professor, assim como para as necessidades dele.
O modelo de pesquisa foi obtido a partir do site Scribd .
















Anexo 2


Ficha de Acompanhamento – PLANO DE AÇÃO LABIN
Problema: _________________________________Ação n°: _______
Projeto ou atividade:______________________________________________
Aulas, projetos e/ou atividades realizados
Professor (a):
Turma:
N° de alunos:
Projeto:

Habilidades:


Objetivo:


Justificativa:


Avaliação:
Data: ____/____/____
Horário:

Data: ____/____/____
Horário:

Data: ____/____/____
Horário:


Conteúdo:
Arroio do Sal,____ de_________________ de 2015.
___________________________                      _______________
Coordenação Laboratório                                             Professora Laboratório





 

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O começo da vida

O Começo da Vida


                                                              

Neste momento, de dedicação total a um bebê de três meses, meu mundo volta-se às aprendizagens em relação a ele e eis que me deparo com uma sugestão dada por uma amiga, o documentário "O começo da vida". Ao assistir, percebo que todo educador deveria ter acesso a este emocionante relato sobre a importância da primeira Infância, dos 0 aos 6 anos



Algumas frases me marcaram e sobre elas reflito:


Isso vale em todos os momentos e inclusive na educação, a criança quer ser ouvida, muitas vezes ela não tem isso em casa e espera que, na escola, alguém a escute.


serve para nossos filhos e nossos alunos, se os conquistamos, se damos a eles amor, mesmo quando erramos somos compreendidos, já vivenciei isso, ao dizer "não sei, mas vou pesquisar" a uma pergunta feita por uma criança e receber em troca: "tudo bem, pesquisamos juntas". O erro só é visto como ruim no mundo adulto, porque para as crianças ele é sinônimo de desafio e nova aprendizagem.


E então, a discussão que está sempre em alta, sobre a importância do trabalho feito na Educação Infantil, pois acredito, é lá que está a salvação deste mundo caótico e meu Pequeno Príncipe Gabriel e minha Raposinha Pedro são bons exemplos de que a primeira infância bem trabalhada, bem vivenciada e rodeada de amor, faz toda diferença para que o mundo receba seres humanos melhores... Fica a dica para que todos nós possamos assistir este documentário com olhos atentos e corações abertos...

Observação: Está disponível, na íntegra, no Netflix.










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A voz do professor


A voz do Professor



     Um dos assuntos que sempre deveriam ser colocados em pauta, seja em reunião pedagógica, seja em planejamentos pessoais do professor diz respeito a sua voz, instrumento importante de seu trabalho. Entretanto, não é isso que ocorre. Muitos são os casos de professores que, em meados de sua carreira se depara com problemas relacionados ao aparelho fonador. O caso é que não somos preparados para usarmos nossa voz apropriadamente, isso nem sempre ensinam na Faculdade.

     Na minha primeira formação, pouco foi falado sobre o assunto e, aos vinte e poucos anos, passei a ter problemas com minha voz. Aos poucos fui estudando e buscando alternativas, já que não queria desistir da sala de aula. Seguem algumas dicas:




Eu tenho e uso frequentemente este aparelhinho, que adquiri no Mercado Livre, é fantástico, bastante acessível e facilita muito nossa vida, pois é um microfone com caixa amplificada, tem entrada USB, de cartão e é a bateria recarregável. Meus alunos adoram quando uso e os deixo usar também, já que explico a eles as questões da voz. 


Um grande inimigo do professor e ao qual eu também tenho verdadeira aversão se chama: GRITO. Aprendi que nada se resolve no grito, então posso afirmar que em 18 anos de sala de aula eu NUNCA gritei com meus alnos, primeiro porque acredito que seja uma falta de respeito, se não gosto que gritem comigo, porque gritar com eles? Depois, porque se desse um grito, no timbre de voz que tenho, no outro dia não conseguiria falar. 




Uso de uma estratégia bem simples com meus alunos, pré combinada. Digo que quando o barulho estiver demais eu vou silenciar e levantar minha mão, em sinal de que me sinto incomodada e quem se sentir assim também deve imitar o gesto, eles acabam, um a um, erguendo as mãos e consigo o silêncio, sem precisar gritar.

Sou fã da garrafinha de água e sempre tenho uma comigo, além de ter deixado o cigarro há mais de um ano. Seguem outras dicas para cuidarmos deste importante instrumento do nosso trabalho:





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Me empresta o cor de pele?

    Me empresta o cor de pele?



      Quem, enquanto educadora, nunca ouviu a frase "me empresta o cor de pele?" de algum aluno ou aluna? Essa solicitação sempre me incomodou e eu normalmente dizia, mas qual cor de pele você quer? Afinal existem várias cores. Então quando a criança me mostrava o tal "cor de pele" eu provava a ela comparando com a minha cor e dos colegas que haviam várias cores. Mas eis que conheci o site da Koralle e lá encontrei o giz de cera ideal para trabalhar com meus alunos e mesmo estando fora da sala de aula comprei duas caixas, pensando no meu retorno. Uma boa dica para trabalhar a questão da diversidade, tão importante quanto qualquer outro conteúdo em uma sala de aula.


Esse já é meu!!!

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Que venha a LIBRAS...




Estudar LIBRAS é praticar a inclusão, é aceitar a diferença e conviver com ela de maneira harmoniosa, aprendendo com o diferente e ensinando também. 


     Eu cursei 160 horas da Língua Brasileira de Sinais e aprendi a respeitar a comunidade surda, aprendi comunicação básica e posso afirmar que é encantador estudar esta Língua. Como qualquer outra língua ela requer a prática constante, pois, do contrário, vem o esquecimento. Isso tem acontecido comigo, já que não mais pratiquei.  

     Claro que devemos buscar recursos que nos auxiliem e para tanto, recomendo dois aplicativos: o Prodeaf e o Handtalk, que ajudam a treinar aquilo que aprenderemos em aula.




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Os silenciados não mudam o mundo

Os silenciados não mudam o mundo




     O título desta postagem, alusivo ao vídeo acima tem como objetivo colocar a minha opinião sobre as questões políticas atuais e sobre o papel do educador diante destas. Paulo Freire já afirmava que "Educar é um ato político" e como tal não posso ignorar o momento político, mesmo que em sala de aula, no curso de Pedagogia, isso não esteja sendo discutido. Deixo claro que esta discussão seria fundamental num curso como este, na minha visão, uma vez que estaremos atuando diretamente na formação político social das crianças. 
     Não consigo compreender-me enquanto educadora sem ter uma visão política de minha ação, não me permito estar "em cima do muro" porque o muro já tem dono e é preciso posicionar-me diante da realidade na qual estou inserida. Portanto, enquanto formadora de opinião posso e devo levantar a questão do quadro político atual, problematizando e permitindo que os alunos formem sua própria opinião, desta forma estaremos fazendo parte da história de nosso país e exercendo de fato a cidadania. Obviamente a posição de um Educador dentro da sala de aula deve ser de mediador deste processo, permitindo que as crianças exponham suas visões, seus saberes, debatam entre si e de forma saudável tratem de questões que estão elencadas como a intolerância, a democracia, a cidadania e o respeito.
     Agora, fora da sala de aula eu tenho o dever de me manifestar, dever de defender a nossa democracia, ainda tão imatura, construída com a dor de tantos brasileiros e brasileiras que lutaram para que hoje eu pudesse me expor abertamente num espaço virtual como este.  Eu sou contra o golpe que estão tentando instituir como legal, se não há crime comprovado não pode haver impechament, simples assim. Se o foco fosse mesmo a questão da corrupção, talvez a presidenta viesse também a fazer parte dos investigados, mas a ordem direta das coisas seria a prisão e cassação de Eduardo Cunha, pois contra ele há fatos. Não pretendo me estender, talvez em outro momento, mas queria deixar claro que tenho posição e que vou defendê-la, na rua, em casa, na UFRGS, no mercado, pois quem silencia não consegue mudar o mundo e depois não adianta lamentar o rumo das coisas. A relação com Paulo Freire neste momento torna-se ainda mais forte: 

“Eu acho que os adultos, pais e professores, deveriam compreender melhor que a rebeldia, afinal, faz parte do processo da autonomia, quer dizer, não é possível ser sem rebeldia. O grande problema está em como amorosamente dar sentido produtivo, dar sentido criador ao ato rebelde e de não acabar com a rebeldia.

Tem professores que acham que a única saída para a rebelião, para a rebeldia é a punição, é a castração. Eu confesso que tenho grandes dúvidas em torno da eficácia do castigo. Eu acho que a liberdade não se autentica sem o limite da autoridade, mas o limite que a autoridade se deve propor a si mesma, para propor ao jovem a liberdade, é um limite que necessariamente não se explicita através de castigos. Eu acho que a liberdade precisa de limites, a autoridade inclusive tem a tarefa de propor os limites, mas o que é preciso, ao propor os limites, é propor à liberdade que ela interiorize a necessidade ética do limite, jamais através do medo.

A liberdade que não faz uma coisa porque teme o castigo não está “eticizando-se”. É preciso que eu aceite a necessidade ética, aí o limite é compromisso e não mais imposição, é assunção. O castigo não faz isso. O castigo pode criar docilidade, silêncio. Mas os silenciados não mudam o mundo. “ (Paulo Freire, Pedagogia dos sonhos possíveis. Org.Ana M.A. Freire. Editora Unesp)


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Dias do Livro

     

DIAS DO LIVRO 

Em Abril temos duas datas referentes à Literatura:





     Essas duas datas fazem pensar sobre a Importância do Ato de Ler, tão bem retratada no livro de Paulo Freire, onde o autor enfatiza que a leitura de mundo é anterior a leitura da palavra e que o gosto pela leitura se desenvolve na medida em que os conteúdos sejam de acordo com o interesse e a necessidade do leitor. Comecei a refletir e a me preocupar depois da aula de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem da Professora Ivany Souza Ávila. Refletir porque sei que sou uma leitora crítica e reflexiva a muitos anos e pensei no quanto incentivo a leitura em minha casa. Sempre incentivei meu filho Pedro a ler e hoje ele também é um leitor e aos dez anos tem mais de vinte livros manuscritos. Penso que devo seguir o mesmo caminho com o Gabriel, de dois meses.

Pedro aos dois meses


     Comecei a me preocupar ao ouvir de colegas, futuras pedagogas como eu, afirmações como "não leio", "detesto ler". Sei que minha opinião neste momento pode gerar "inimizades" em tempos de intolerância gratuita, mas tenho que escrever o que eu acredito: NÃO POSSO CONCEBER EDUCADORES QUE NÃO LEEM COMO BONS EDUCADORES. Afinal, como vamos formar leitores se não dermos o exemplo, como instigar o gosto pela leitura se não o tivermos. Sei que parte desta "culpa" por não gostar de ler advém de uma Educação precária, da falta de acesso aos livros e mesmo da falta de incentivo dos pais, mas sempre há tempo para mudar, para perceber a importância e o prazer da leitura na vida de um Educador. Penso então que devemos sim fazer um mea-culpa, mas acima de tudo aprender com os erros, já que estamos num curso com a pretensão de nos tornarmos bons educadores, devemos aprender a aprender e portanto ressignificar o papel da leitura em nossas vidas. 





Para dar aos estudantes.

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