Me empresta o cor de pele?

    Me empresta o cor de pele?



      Quem, enquanto educadora, nunca ouviu a frase "me empresta o cor de pele?" de algum aluno ou aluna? Essa solicitação sempre me incomodou e eu normalmente dizia, mas qual cor de pele você quer? Afinal existem várias cores. Então quando a criança me mostrava o tal "cor de pele" eu provava a ela comparando com a minha cor e dos colegas que haviam várias cores. Mas eis que conheci o site da Koralle e lá encontrei o giz de cera ideal para trabalhar com meus alunos e mesmo estando fora da sala de aula comprei duas caixas, pensando no meu retorno. Uma boa dica para trabalhar a questão da diversidade, tão importante quanto qualquer outro conteúdo em uma sala de aula.


Esse já é meu!!!

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Que venha a LIBRAS...




Estudar LIBRAS é praticar a inclusão, é aceitar a diferença e conviver com ela de maneira harmoniosa, aprendendo com o diferente e ensinando também. 


     Eu cursei 160 horas da Língua Brasileira de Sinais e aprendi a respeitar a comunidade surda, aprendi comunicação básica e posso afirmar que é encantador estudar esta Língua. Como qualquer outra língua ela requer a prática constante, pois, do contrário, vem o esquecimento. Isso tem acontecido comigo, já que não mais pratiquei.  

     Claro que devemos buscar recursos que nos auxiliem e para tanto, recomendo dois aplicativos: o Prodeaf e o Handtalk, que ajudam a treinar aquilo que aprenderemos em aula.




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Os silenciados não mudam o mundo

Os silenciados não mudam o mundo




     O título desta postagem, alusivo ao vídeo acima tem como objetivo colocar a minha opinião sobre as questões políticas atuais e sobre o papel do educador diante destas. Paulo Freire já afirmava que "Educar é um ato político" e como tal não posso ignorar o momento político, mesmo que em sala de aula, no curso de Pedagogia, isso não esteja sendo discutido. Deixo claro que esta discussão seria fundamental num curso como este, na minha visão, uma vez que estaremos atuando diretamente na formação político social das crianças. 
     Não consigo compreender-me enquanto educadora sem ter uma visão política de minha ação, não me permito estar "em cima do muro" porque o muro já tem dono e é preciso posicionar-me diante da realidade na qual estou inserida. Portanto, enquanto formadora de opinião posso e devo levantar a questão do quadro político atual, problematizando e permitindo que os alunos formem sua própria opinião, desta forma estaremos fazendo parte da história de nosso país e exercendo de fato a cidadania. Obviamente a posição de um Educador dentro da sala de aula deve ser de mediador deste processo, permitindo que as crianças exponham suas visões, seus saberes, debatam entre si e de forma saudável tratem de questões que estão elencadas como a intolerância, a democracia, a cidadania e o respeito.
     Agora, fora da sala de aula eu tenho o dever de me manifestar, dever de defender a nossa democracia, ainda tão imatura, construída com a dor de tantos brasileiros e brasileiras que lutaram para que hoje eu pudesse me expor abertamente num espaço virtual como este.  Eu sou contra o golpe que estão tentando instituir como legal, se não há crime comprovado não pode haver impechament, simples assim. Se o foco fosse mesmo a questão da corrupção, talvez a presidenta viesse também a fazer parte dos investigados, mas a ordem direta das coisas seria a prisão e cassação de Eduardo Cunha, pois contra ele há fatos. Não pretendo me estender, talvez em outro momento, mas queria deixar claro que tenho posição e que vou defendê-la, na rua, em casa, na UFRGS, no mercado, pois quem silencia não consegue mudar o mundo e depois não adianta lamentar o rumo das coisas. A relação com Paulo Freire neste momento torna-se ainda mais forte: 

“Eu acho que os adultos, pais e professores, deveriam compreender melhor que a rebeldia, afinal, faz parte do processo da autonomia, quer dizer, não é possível ser sem rebeldia. O grande problema está em como amorosamente dar sentido produtivo, dar sentido criador ao ato rebelde e de não acabar com a rebeldia.

Tem professores que acham que a única saída para a rebelião, para a rebeldia é a punição, é a castração. Eu confesso que tenho grandes dúvidas em torno da eficácia do castigo. Eu acho que a liberdade não se autentica sem o limite da autoridade, mas o limite que a autoridade se deve propor a si mesma, para propor ao jovem a liberdade, é um limite que necessariamente não se explicita através de castigos. Eu acho que a liberdade precisa de limites, a autoridade inclusive tem a tarefa de propor os limites, mas o que é preciso, ao propor os limites, é propor à liberdade que ela interiorize a necessidade ética do limite, jamais através do medo.

A liberdade que não faz uma coisa porque teme o castigo não está “eticizando-se”. É preciso que eu aceite a necessidade ética, aí o limite é compromisso e não mais imposição, é assunção. O castigo não faz isso. O castigo pode criar docilidade, silêncio. Mas os silenciados não mudam o mundo. “ (Paulo Freire, Pedagogia dos sonhos possíveis. Org.Ana M.A. Freire. Editora Unesp)


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Dias do Livro

     

DIAS DO LIVRO 

Em Abril temos duas datas referentes à Literatura:





     Essas duas datas fazem pensar sobre a Importância do Ato de Ler, tão bem retratada no livro de Paulo Freire, onde o autor enfatiza que a leitura de mundo é anterior a leitura da palavra e que o gosto pela leitura se desenvolve na medida em que os conteúdos sejam de acordo com o interesse e a necessidade do leitor. Comecei a refletir e a me preocupar depois da aula de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem da Professora Ivany Souza Ávila. Refletir porque sei que sou uma leitora crítica e reflexiva a muitos anos e pensei no quanto incentivo a leitura em minha casa. Sempre incentivei meu filho Pedro a ler e hoje ele também é um leitor e aos dez anos tem mais de vinte livros manuscritos. Penso que devo seguir o mesmo caminho com o Gabriel, de dois meses.

Pedro aos dois meses


     Comecei a me preocupar ao ouvir de colegas, futuras pedagogas como eu, afirmações como "não leio", "detesto ler". Sei que minha opinião neste momento pode gerar "inimizades" em tempos de intolerância gratuita, mas tenho que escrever o que eu acredito: NÃO POSSO CONCEBER EDUCADORES QUE NÃO LEEM COMO BONS EDUCADORES. Afinal, como vamos formar leitores se não dermos o exemplo, como instigar o gosto pela leitura se não o tivermos. Sei que parte desta "culpa" por não gostar de ler advém de uma Educação precária, da falta de acesso aos livros e mesmo da falta de incentivo dos pais, mas sempre há tempo para mudar, para perceber a importância e o prazer da leitura na vida de um Educador. Penso então que devemos sim fazer um mea-culpa, mas acima de tudo aprender com os erros, já que estamos num curso com a pretensão de nos tornarmos bons educadores, devemos aprender a aprender e portanto ressignificar o papel da leitura em nossas vidas. 





Para dar aos estudantes.

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O uso dos jogos na sala de aula

O uso dos jogos na sala de aula


Ontem fomos apresentados à disciplina de Ludicidade e Educação da forma mais perfeita possível, brincando, jogando, rindo, aprendendo e refletindo. Tudo isso me fez pensar que estou no caminho certo. Uma das coisas que fiz ano passado, quando estava em sala de aula foi pedir, lutar, por um espaço só meu chamado de Sala Temática de Inglês. Lá eu criei um ambiente facilitador da aprendizagem, com cartazes alusivos à disciplina e um canto dos livros, jogos e brincadeiras, onde os alunos podiam ir após concluir aquilo que era dirigido, as crianças adoravam. Sempre utilizo e muito, os jogos nas minhas aulas, criei alguns que os alunos gostam muito de jogar e pedem com frequência, faço avaliações jogando, enfim, eu acredito no poder do brinquedo, tenho certeza de que a fundamentação teórica me dará a sustentação necessária para continuar no caminho da mudança de uma aula tradicional para aquilo que realmente importa a aprendizagem significativa!








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O brincar ressignifica a aprendizagem

O brincar ressignifica a aprendizagem



Eu tenho certeza de que a brincadeira, o lúdico contribui e muito para a real aprendizagem, aquela que é significativa e hoje resolvi exemplificar com um projeto que realizo há muitos anos chamado "Personagens". Dentro da disciplina de Língua Inglesa eu crio personagens, escrevo os textos de acordo com o enfoque desejado, pontos gramaticais, desenvolvimento de vocabulário e linguagem, compreensão auditiva, etc e depois enceno para os alunos. Durante aquela aula, falo somente em Inglês e eles tem de compreender, participando efetivamente da aula, depois brincamos muito, trabalhamos música etc e assim eles aprendem. Tenho relatos de ex alunos que são profissionais de diversas áreas hoje colocando o quanto aquelas aulas marcaram e tudo que aprenderam, ou seja, brincar desenvolve muito. Claro que dá trabalho também, mas faz parte da profissão. Para cada personagem tenho de pensar no figurino, que sempre faço de forma engraçada, despojada e visando fazê-los rir mesmo, penso também nos objetos que posso usar e em que atividades aplicar após a visita do personagem. Seguem algumas fotos...

O surfista Ted Locky

Atividade de produção, vocabulário com dinâmica

A modelo Naomi Bunchen

William Shakespeare














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A importância do ato de brincar



A importância do ato de brincar


Quem não se recorda de brincadeiras desenvolvidas na infância? Stop, gato mia, pega pega, esconde esconde,  casinha, escolinha, elástico, enfim todas estas fizeram parte da minha formação pessoal, elas me ensinaram muitas coisas, em especial, aprendi a fantasiar, a trocar, a esperar a vez, a ser crítica, porque ao brincar de casinha eu via o que queria e o que não queria em minha realidade. Eu fui criança, a mim foi permitido brincar, jogar. Eu não tinha minhas tardes cheias de atividades extras, minha única obrigação era estudar em um turno e ser criança em outro. Por isso eu trouxe essas imagens: 




     Hoje, temos que tomar cuidado para que seja permitido à criança o DIREITO de brincar, que é sim coisa séria e fundamental ao seu desenvolvimento psicomotor. É uma aprendizagem que auxilia na formação cidadã. A algumas crianças este direito é cerceado, pois são apresentadas cedo demais ao mundo do trabalho, a outras também, pois tem uma agenda tão cheia de coisas visando prepará-las para o mundo adulto que não sobra tempo para o brincar.Portanto, independente de classe social é primordial que nós, educadores sejamos propagadores deste direito e que seu exercício seja permitido em nossas aulas.



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Descontraindo...

Descontraindo... Persistência é tudo!


Vale a pena assistir, rir e refletir...




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Workshop de Aprendizagem


 
Workshop de Aprendizagem


  A realização de um Workshop de Aprendizagem foi desafiador, mas não me deixou com medo. Eu tive a certeza de que teria conhecimentos para explorar e muita coisa para falar. Minha experiência na Secretaria de Educação me permitiu perder o medo de me expressar para públicos que não fossem de alunos, então esta parte foi tranquila. 
     Talvez o mais difícil, novamente, tenha sido algo que estou tentando lidar desde o início deste curso, a questão do tempo, meu receio foi de extrapolar o tempo máximo, pois gosto de falar, escrever e me expressar de forma geral, assim torna-se um problema quando seu tempo é limitado.
     A "banca" é algo que gosto, e muito, pois as pessoas mais capacitadas para ouvir sobre aquilo que aprendi são aquelas que me ajudaram a construir o conhecimento. Entendo o workshop como o ideal de avaliação, em conjunto com o blog e levando em consideração todo o processo,  pois abrange tudo aquilo que um professor precisa para avaliar seu aluno na integralidade. 
     O tempo foi um problema também na construção dos slides, pois em virtude das coisas do trabalho acabei deixando para a última hora e como sou meio "perfeccionista" não ficaram tão bons. Enfim, percebo este primeiro workshop como um passo, pequeno, mas importante em direção ao que eu almejo desde que entrei neste curso, vislumbrar novas formas de aprender e ensinar, mudar minha maneira de trabalhar para melhor e felizmente estou vendo meu objetivo ser atendido, em coisas simples como a construção de um blog ou mais elaboradas como o próprio workshop.


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Aula Magna - Nuccio Ordine

Aula Magna - Nuccio Ordine




     

O professor Ordine, autor do livro "A utilidade do inútil", traz em sua fala pontos  contundentes. Afirma e comprova que existem saberes "inúteis" que são indispensáveis ao desenvolvimento da humanidade e muitos destes saberes são considerados inúteis sob a ótica do culto da posse, onde o lucro é a prioridade de uma sociedade que aos poucos está acabando com seu espírito.
Segundo Ordine, os estudantes não podem ser considerados clientes que compram diplomas. O objetivo da Universidade e da Escola é fazer com que os alunos compreendam que não estamos lá para conseguir um diploma. Estes ambientes são a oportunidade que a sociedade nos oferece para que busquemos nos tornar melhores.
     Nestes locais podemos e devemos:

    • Conquistar o saber crítico;
    • Nos tornarmos homens ou mulheres livres;
    • Pensar de forma autônoma.
 Na fala, há a crítica da busca pelo título acadêmico, o destaque de que a culpa disto não é apenas dos alunos, mas também do contexto social, contra a lógica utilitarista que impõe ganho material. Não há na sociedade, dentro da nossa cultura, a possibilidade de fazer algo simplesmente por prazer. O domínio da maximização do lucro se sobrepõe, o lucro é salutar apenas quando é um meio e não um fim.
     O lucro pelo lucro pode ser um instrumento de destruição da civilização e é, a meu ver, impossível não levar esta reflexão para o atual momento político social, onde a possibilidade da perda do "lucro" de uma minoria, pode levar nosso país a reviver um dos piores momentos históricos que já tivemos, a negação do estado democrático de direito.
     Reflete também o conferencista sobre a pergunta " Pra que serve?" quando colocada diante de coisas simples. Utiliza Aristóteles  para embasar a resposta de que algumas coisas não servem, não estão a serviço de ninguém, estão apenas indicando caminhos para a liberdade. 
    Nem tudo pode ser transformado em mercadoria. O utilitarismo traz sérios danos à Educação, Bens Culturais e Pesquisa Científica. Hoje, o foco é a preparação para o trabalho e assim, deixando de lado as artes e a cultura de modo geral, logo a humanidade perderá sua própria história. Sabemos que a linguagem nunca é neutra, ao deixar de estudar coisas consideradas "inúteis" nos limitaremos aos "créditos e débitos" termos usados na universidade e que não por acaso tem relação com a questão do lucro.
     Temos que ter em mente que o caminho é mais importante que o resultado final. Aquilo que construímos na escola ou na universidade é mais importante que o título em si. Ainda há muito que mudar, que retomar, basta ver o olhar dado aos projetos universitários, aqueles que resultam em "produto" são alvo de investimentos, enquanto àqueles que buscam mudanças subjetivas, de atitudes, comportamentos ou mesmo espirituais, ficam à espera de quem acredite nele.
     Há a crítica aos parâmetros econômicos, utilizados em questões humanísticas. Não temos como não relacionar esta crítica com a Educação. Estamos vivendo um momento em que o resultado de uma boa educação se vê apenas através do número de alunos aprovados em vestibular, por exemplo, sem se preocupar de fato com os conhecimentos adquiridos ou com as possíveis mudanças sociais ocorridas através da aquisição de um determinado conhecimento. Se não há um conhecimento prático específico pode haver uma utilidade inesperada em algo e isso podemos vivenciar ao observar nossos alunos e tentar também aprender com eles, reconhecendo e valorizando os conhecimentos que eles trazem, ou seja, valorizar suas realidades.
     Quando coloca a questão dos recursos, Ordine nos fala o que não nos é novo, o corte de recursos, quando o governo entende como necessário se dá em áreas como Educação e Cultura. Enfatiza a defesa dos saberes "inúteis" ou seja, aqueles que não trazem lucro, mas tornam a humanidade mais Humana. 
     Ao falar sobre DEMOCRACIA, LIBERDADE E JUSTIÇA, não posso deixar de relacionar mais uma vez com o contexto político social. O professor fala sobre o uso da Cultura e da Educação como caminhos para as três palavras destacadas, e é o que tenho visto, quanto mais utilitarista é a pessoa, mais dificuldade ela tem de reconhecer os conceitos que definem estas palavras. Penso que a luta contra a corrupção é justa e deve ser buscada em todos os âmbitos, mas não consigo compreender que a justiça seja feita apenas em um lado, contra um grupo e que a elite que visa o lucro seja invisibilizada, que os erros cometidos por alguns sejam esquecidos ou vistos como menores. Penso então que a DEMOCRACIA deve prevalecer, que nossa LIBERDADE de pensamento e expressão não corra nenhum risco e que a JUSTIÇA deve ser feita, de forma realmente imparcial e para TODOS os envolvidos no que se refere à corrupção, seja de qual partido for.

     



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